Lula intensifica agenda internacional com foco em energia verde, comércio e protagonismo global

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A partir de setembro de 2025, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou uma nova fase de sua política externa, marcada por uma série de viagens internacionais voltadas à ampliação das parcerias comerciais, ao fortalecimento do multilateralismo e à busca de investimentos em energia limpa e tecnologia.

Em outubro, Lula esteve em Roma, na Itália, onde participou do Fórum Mundial da Alimentação promovido pela FAO. No evento, destacou o papel do Brasil como potência agrícola e defensora da segurança alimentar, reforçando o compromisso com políticas sustentáveis e de combate à fome.

Dias depois, seguiu para Jacarta, na Indonésia, em uma visita que simboliza o esforço brasileiro para diversificar suas relações no Sudeste Asiático. Em pauta, estiveram a cooperação em infraestrutura, biocombustíveis e inovação tecnológica, além da aproximação com países emergentes que compartilham desafios semelhantes na transição energética. Durante a declaração conjunta, o presidente indonésio afirmou: “Devido à relevância da parceria entre os países, decidi que o português será uma língua prioritária em nossa educação, porque queremos que esse relacionamento se fortaleça”, destacando o impacto diplomático da visita de Lula ao país.

Antes da viagem à Indonésia, Lula havia conversado recentemente com o presidente dos Estados Unidos, em um diálogo que abordou temas como democracia, transição energética, meio ambiente e cooperação econômica. O presidente brasileiro também visitou a China, reforçando a parceria estratégica com o principal parceiro comercial do Brasil e discutindo novos investimentos em tecnologia verde, infraestrutura e manufatura avançada.

A agenda de Lula inclui ainda viagens programadas ao Oriente Médio e à Alemanha. No Golfo Árabe, o objetivo é atrair investimentos de fundos soberanos para obras de infraestrutura no Brasil, enquanto em Berlim a expectativa é reforçar acordos nas áreas de energia renovável, defesa e tecnologia. Desde setembro, Lula também tem articulado a retomada do acordo entre Mercosul e União Europeia, tema tratado em encontros com o primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez, em meio ao aumento das tensões comerciais globais.

O governo brasileiro tem enfatizado que essas viagens buscam recolocar o país como um ator relevante na governança internacional, defendendo o multilateralismo e o livre comércio. Apesar dos avanços diplomáticos, a intensa agenda do presidente tem gerado críticas internas sobre custos e resultados concretos. Levantamento da imprensa aponta que as viagens internacionais do atual governo já superam R$ 50 milhões em despesas, enquanto setores da oposição cobram mais transparência sobre o impacto econômico direto dos acordos firmados.

O Planalto, por sua vez, defende que os benefícios são de longo prazo, citando a abertura de novos mercados, o fortalecimento das exportações sustentáveis e o ingresso de investimentos estratégicos em energia verde e inovação. Com o roteiro internacional em ritmo acelerado, Lula aposta em reposicionar o Brasil como mediador global e parceiro confiável na construção de uma nova economia baseada na sustentabilidade e na cooperação entre países.

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