DestaqueFazenda Rio GrandePolícia

Policial atuante é denunciado pelo MP em Fazenda Rio Grande

Policial Fabrício que matou dois assaltantes de alta periculosidade na Região Metropolitana de Curitiba foi denunciado por duplo homicídio. MP pede 20 anos de prisão pela morte dos assaltantes

Soldado Fabrício e o advogado de defesa Jeffrey Chiquini

Por Léo Souza

Aconteceu na tarde desta quinta-feira (17), no Fórum de Fazenda Rio Grande, a primeira Audiência de Instrução para definir se o soldado Fabrício será levado a Júri popular. Em 2011, o policial Fabrício matou em legítima defesa, com um disparo só, dois assaltantes na rodovia PR-419, que interliga os municípios de Mandirituba e Agudos do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC).

No momento da abordagem, um dos assaltantes sacou uma arma para atirar no soldado, que reagiu e acertou o coração do carona, a bala atravessou e atingiu o piloto da motocicleta. Os dois assaltantes morreram na hora. À época, esses meliantes vinham agindo impunemente e aterrorizando os comerciantes da região.

Em 2018, o Ministério Público do Estado do Paraná (MP/PR)ofereceu denúncia contra o soldado Fabrício, alegando duplo homicídio, pedindo 20 anos de prisão ao sol policial militar. O advogado do Soldado Fabrício, Jeffrey Chiquini, acredita na Justiça do Estado do Paraná. Ele está confiante que o seu cliente reúne grande probabilidade de não ir a júri popular e ainda ser inocentado. A maioria da população já absolveu o policial militar. “Está comprovado e não há nenhuma dúvida que o Fabrício agiu em legítima defesa e merece ser inocentado”, apelou o advogado.

Jeffrey Chiquini respeita a decisão do MP, mas considera a denúncia infundada, que destoa do desejo da sociedade brasileira. “A sociedade exige que criminosos sejam encarcerados, presos, quando não reagirem contra policiais, e que policiais estejam nas ruas defendendo a sociedade”, insistiu o advogado.

A primeira fase do júri, denominada de audiência de instrução, serve para reconhecer se o policial vai a júri popular ou não. Quem deve reconhecer se o acusado vai ou não a júri popular é o juiz Peterson Cantergiane Santos. O Ministério Público e o advogado de defesa têm cinco dias para apresentar as suas respectivas razões. “Ainda neste ano de 2019, teremos o desfecho desse caso. Mas o soldado Fabrício já foi julgado pela sociedade e a sociedade aplaudiu a sua conduta”, finalizou Jeffrey Chiquini.

Informações: Márcio Camargo

Clique aqui e confira a reportagem completa em vídeo

Tags
Continuar lendo

Artigos Relacionados

Skip to content