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Polícia prende suspeito de homicídio no bairro Gralha Azul

Acusado tem passagem pelo Sistema Prisional e foi reconhecido por testemunhas. Ele nega participação no crime

Preso suspeito de assassinar Thiago Rob, no bairro Gralha Azul, em setembro deste ano

Por Léo Souza

Depois de dois meses e três semanas de investigações, a Polícia Civil de Fazenda Grande prendeu Carlos Eduardo Lima, de 25 anos, morador do bairro Gralha Azul. Ele é suspeito do assassinato do jovem Thiago Rob, de 27 anos, às 7h30, da sexta-feira, dia 13 de setembro deste ano, na avenida Portugal, nº 2440, no bairro Gralha Azul. De acordo com a Polícia, Carlos Eduardo chegou encapuzado, na companhia de outro comparsa, que dispararam vários tiros contra a vítima e fugiram em direção ao Jardim Palmeira.

Na Delegacia de Polícia, o acusado negou qualquer participação na morte e afirmou não conhecer Thiago Rob, por isso estava “com a consciência limpa”, e contou que estava trabalhando no dia do crime. Mas de acordo com as autoridades policiais, Carlos Eduardo foi reconhecido por testemunhas. Ele tem passagem pelo Sistema Prisional, por receptação de roubo. O suspeito continua preso na Delegacia de Fazenda Rio Grande à disposição da Justiça.

Entenda o caso

O jovem Thiago Rob, 27 anos, foi executado por desconhecidos no início da manhã da sexta-feira (13 de setembro), na frente do enteado dele. Às 7h30, Thiago estava saindo de casa para levar o filho na escola e foi surpreendido no momento em que fechava o portão da residência na avenida Portugal, nº 2440, no bairro Gralha Azul, em Fazenda Rio Grande, Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Os assassinos chegaram de surpresa e estavam encapuzados. Thiago foi executado com sete tiros, à queima-roupa, disparados pelos atiradores que fugiram imediatamente do local.

De acordo com o investigador de Polícia Civil Vanderlei Caixão, que acompanha o caso, os atiradores dispararam nove vezes contra a vítima, sete atingiram o alvo. Duas cápsulas foram encontradas no chão, provavelmente as que não acertaram o alvo. Thiago morreu na hora. Há a possibilidade de o crime ser motivado por dívidas com o tráfico de drogas ou por disputa de território para comércio de entorpecentes. “Ele não desenvolvia nenhuma atividade profissional para se sustentar. Segundo os familiares ele levava uma vida louca. Foram sete tiros na cabeça e no pescoço e ele veio a óbito no local”, detalhou o investigador Caixão.

A mãe da vítima pegou o revólver que estava na cintura do filho e contou aos policiais tinha jogado na rua. Mas os policias encontraram a arma escondida numa fenda entre dois muros: um revólver, calibre 38 milímetros, com seis munições intactas. A vítima vinha recebendo ameaças de morte, por isso andava armado. Alguns dias antes de ser executado, Thiago sofreu três tentativas de homicídio.

No dia a anterior, Thiago foi perseguido por desconhecidos que tentaram derrubar a moto conduzida por ele, mas ele conseguiu escapar ileso. No dia seguinte, os atiradores voltaram e concluíram o “serviço”. Algumas testemunhas informaram que o jovem Thiago teria “rixa” com outros moradores da região e que não descartam uma possível vingança. A moto não foi levada pelos assassinos. Vizinhos acionaram o Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate), mas quando o socorro chegou já era tarde, pois a vítima já estava em óbito.

Como de praxe, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) e o caso será investigado pela Delegacia de Fazenda Rio Grande.

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