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O papel do vereador em relação ao executivo

Um bom diálogo entre os Poderes Executivo e Legislativo pode ser muito benéfico para uma cidade. Apesar de possíveis divergências, é preciso pensar no bem comum que é a cidade. O papel dos vereadores é muito importante nesse sentido, uma vez que cabe à Câmara Legislativa aprovar ou não os projetos de autoria da Prefeitura. Quando não há abertura por parte dos vereadores, muitas benfeitorias podem ser perdidas.

Pela região em que circula o Jornal O Repórter, percebe-se que essa boa vontade existe em algumas das cidades. É o caso de Agudos do Sul. Apesar da relação não muito amistosa entre os poderes, o presidente da Câmara Jessé Zoellner garante que a cidade é colocada acima das divergências.

“Nos projetos sempre tivemos bom senso. Nós os recebemos, tramitamos, quando necessário chamamos o secretário ou algum funcionário técnico pra explicar a ideia. Às vezes tem alguma situação que os vereadores querem saber, querem conversar, existem também reuniões com o Poder Executivo dependendo dos projetos”, explica Zoellner.

Ele ainda diz que, em 2017, todos os projetos foram aprovados. Teve apenas um, sobre um empréstimo, que a Câmara optou por não votar, por falta de tempo para analisar criteriosamente a situação.

“Reprovar projeto por politicagem é uma sacanagem com o povo. Acontece de os vereadores, às vezes, segurarem o projeto porque querem conversar com o executivo alguma situação. Agora, reprovar por birra, já foge da alçada”, comenta.

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Quem também falou à nossa redação foi o vereador Claudemir Pereira da Rocha, de Tijucas do Sul. Ele lembrou de quando era presidente da Casa, no mandato passado, e o município teve a oportunidade de comprar o complexo educacional (antiga sede da PUC), mas não tinha dinheiro suficiente. Prontamente, a Câmara abriu mão de R$ 500 mil que tinha em caixa para entregar ao executivo.

“O papel do vereador é legislar, é ser fiscal do prefeito, colaborar diante das possibilidades. Igual fizemos aqui em vários momentos”, ressalta. Ele citou ainda que a Câmara aprovou todos os projetos considerados benéficos e que foram enviados pelo executivo. “Não existe essa de ‘sou oposição, vou votar contra’. A prova disso é que vamos buscar recursos fora mesmo sendo de oposição. Nós queremos ajudar o município”, diz.

Durante a última sessão na Câmara de Mandirituba, o presidente Guilherme Chuppel falou na tribuna sobre o aluguel da nova sede da Casa. Ele comentou que a decisão em não construir uma Câmara no momento foi justamente para ajudar o município, já que, não gastando o montante que seria necessário, essa verba pode ser devolvida ao executivo e usada em projetos para a comunidade.

“Quando eu ainda era candidato, eu já tinha em mente que mesmo se a chapa que eu não apoiava fosse eleita, eu iria ajudar a Prefeitura. E é assim hoje. Porque eu costumo falar que ‘estou’ presidente. No próximo mandato, posso não ser. Mas vou continuar vendo cada um de vocês e por isso quero fazer o bem pela cidade”, conclui.

Por: Dayanne Wozhiak

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