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Morro do Monge: Dai à Lapa, o que é da Lapa!

Da assessoria

Chegou a hora de darmos um basta nos especialistas em destruir : nosso parque e nossos sonhos!  O incêndio, mais recente no morro do Monge acendeu literalmente todas a luzes vermelhas para a situação que se arrasta durante anos. Fechado em 2010 para a execução de um plano de manejo que nunca saiu do papel e nem mesmo eliminar as espécies exóticas, que já rebrotaram e povoam toda a região contígua a enorme maioria das intervenções arquitetônicas estão inoperantes, por falha nos projetos e ou pela péssima qualidade da construção. Mas este não é a única aberração patrocinada pelo IAP-INstituto Ambiental do Paraná, comete na Lapa:  é importante relembrarmos o caso da “Casa Serena”: Esta  casa que foi  retratada em uma obra de arte da lavra de uma das herdeiras da propriedade ,( um exemplar legitimo da arquitetura de imigração italiana  do final  dos anos 1800)   ficava situada dentro de uma extensa propriedade que pertenceu à Família Serena, que em 2004,  o governo do Estado , por meio do Decreto nº 3.542 /2004, declarou   de utilidade pública, para fins de desapropriação, para destinar a implantação do Plano de Manejo do Parque Estadual do Monge, cabendo ao IAP a posse. O local seria utilizado para construção do receptivo turístico do Parque, onde ficaria a área de lazer e estacionamento.

Desde que a desapropriação foi decretada inúmeras situações ocorreram gerando dúvidas sobre a justificativa de urgência e declaração de utilidade pública da área. O IAP é o responsável pela área desapropriada, a omissão dos gestores é evidente, tanto que a casa centenária vinha sendo depredada, sendo destruída por vândalos, servindo de abrigo para usuários de drogas que estão constantemente na área gerando insegurança à população e agora, fatalmente foi consumida pelo fogo.

Nada foi realizado  no terreno desde que foi desapropriado, nenhuma obra, nenhuma melhoria, nenhum cuidado, pois não existe nenhum projeto físico elaborado ou em andamento. Devido às inúmeras irregularidades que norteiam o processo de revitalização do Parque do Monge, o Ministério Público da Comarca da Lapa instaurou Inquérito Civil sob o nº 0075.14.407-7 MPPR. Está nítido que a desapropriação do terreno da Família Serena não está dentro de um propósito adequado e justo. O Plano de Manejo elaborado para viabilizar as possíveis melhorias e ampliações no Parque Estadual do Monge aponta uma área de propriedade do Município da Lapa que pode ser utilizada para implantação de áreas de lazer, situada no perímetro do Parque com vista privilegiada para a cidade, não gerando nenhum ônus aos cofres públicos. Se o Município dispõe dessa área dentro do Parque, por que desapropriar uma propriedade particular que está fora do Parque? Essa pergunta foi feita ao Sr. Guilherme Vasconcelos, Diretor do DIBAP- IAP, que não soube explicar. Uma pesquisa foi realizada pelo Jornal A Tribuna Regional, edição 1732, sobre a localização da área de lazer do Parque, e 87,16% afirmaram preferir a área de lazer próximo aos locais onde estavam, originalmente, dentro do próprio Parque.

Ocorre que depois de dois incêndios na área, um terceiro,  em domingo,  dia 24 setEsta casa, um dos exemplares mais importantes da arquitetura. de.madeira do.Paraná,  herança.da.imigração italiana: está.se “desfazendo” .diante de.nossos.olhos e com o.”patrocínio”, de.um órgão do.Governo.do.Estado… por.volta.de.dois anos.atrás Kallil e eu fizemos um registro fotográfico, quando o imóvel, ainda.estava em.condições de.ser recuperado… E agora… Quem vai se responsabilizar pela perda irreparável??? A foto atual com parte queimada.  é seguida.do registro de.dois anos atrás …embro de 2017, acabou por destruir completamente o imóvel, que já estava  abandonado, depredado e parcialmente queimado pelos outros incêndios no local, todos ocorridos quando a área já estava  sob a responsabilidade do IAP. Três anos antes da tragédia anunciada, juntamente com meu filho Kallil, realizamos um levantamento fotográfico e fiz postagem no Facebook, com o seguinte texto ( onde observe-se, já fazia referencia a parte do imóvel queimado) vejamos o texto:” Esta casa, um dos exemplares mais importantes da arquitetura. de.madeira do.Paraná,  herança.da.imigração italiana: está.se “desfazendo” .diante de.nossos.olhos e com o.”patrocínio”, de.um órgão do.Governo.do.Estado… por.volta.de.dois anos.atrás Kallil e eu fizemos um registro fotográfico, quando o imóvel, ainda.estava em.condições de.ser recuperado… E agora… Quem vai se responsabilizar pela perda irreparável??? A foto atual com parte queimada.  é seguida.do registro de.dois anos atrás …

E a uma das herdeiras assim se manifestou na postagem  ( Dra. Anelise Bruzamolin):” Meu bisavô Lorenzo José Serena, imigrante italiano, comprou essa propriedade por volta de 1920 de um Juiz de Direto. Ali criou os 5 filhos,netos e bisnetos! Era uma casa iluminada, com bailes, festas, havia parreiras de uvas para produzir vinho, suco, vinagre, havia cavalos que corriam na raia do Monge, uma família típica italiana muito alegre! O pomar era farto com laranjas, mimosas,jabuticabas, abacates, ameixas, pitangas, maçãs! No inverno tínhamos pinhão a vontade, e minha tia Rosa sempre com uma polenta maravilhosa feita no fogão a lenha! E a água pura do poço, era uma bênção!!! E vejam o que aconteceu, o Governo do Estado do Paraná com o IAP desapropriaram a área para “construir” o receptivo turístico do parque do Monge e ACABOU com a história da nossa família! Estamos desde 2004 lutando judicialmente, mas até hoje 2017 não temos uma resposta do Governo, pq nada foi feito no local, a indenização devida não foi paga, e SERÁ QUE O GOVERNO, IAP, VÃO FAZER ALGUMA COISA  NO LOCAL, ALÉM DE ACABAR COM A HISTÓRIA DE UMA FAMÍLIA?????????

Também na mesma postagem a autora da pintura ( Angela Carrano) , que retrata tempos felizes vividos no local, assim se manifestou: ” Sem palavras! Apenas uma lágrima que brota dos olhos e um nó na garganta ao se sentir impotente diante da realidade.Lembranças infinitas de uma infância feliz ali vivida.Aprendendo na marra a viver nesse mundo corrupto.Passam com um rolo compressor na nossa história na nossa vida na nossa alma”.

Depois disso veio o outro incêndio avassalador…

Exterminadores do passado, não podemos deixar que exterminem nosso futuro, pois o turismo, a cultura e a religiosidade foram brutalmente feridos pelas investidas equivocadas do IAP. No caso do Parque do Monge, podemos e vamos reverter… já a casa Serena, por mais que um dia reconstruamos; essa é a ideia: Nunca será a mesma.

Para demonstramos nosso descontentamento e para que possamos encaminhar propostas para reverter a situação de caos que já se instalou, estamos lançando o movimento: Morro do Monge: Dai  à Lapa, o que é da Lapa! O primeiro assunto da pauta é a situação fundiária , que está indefinida desde a criação do Parque Turístico do Monge em 1960,  pela lei nº 4170, A partir desta perspectiva, queremos rediscutir a forma de gestão levando em conta as peculiaridades do local, que é um destino de turismo religioso em virtude de ter servido de morada do profeta Giovanni “João” Maria D’Agostini, o Monge da Lapa, venerado em todo a Brasil Meridional chegando esta fé até  Sorocaba, onde morou durante um ano no morro do Ipanema ( atual município de Iperó). O movimento trás a figura do profeta como simbolo da fé de um povo, que acredita que poderá reverter esta calamitosa situação e fazer o local viver o mesmo nível de visitação, alegria e conforto dos tempos de outrora.

Nosso contato para maiores informações: Fone/whatsapp: (41) 99986-1011  e e-mail: turismo@lapa.pr.gov.br

Márcio Anis Mattar Assad – Diretor de Turismo do município da Lapa.

 

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