DestaqueFazenda Rio GrandePolíciaVideos

Prisão preventiva não foi decretada e pai pede celeridade à justiça

Para escapar do flagrante delito, Leandro Ribeiro, acusado de ser o assassino de Rhuan Miranda, já se apresentou duas vezes na delegacia de Camboriú (SC). Como não há nenhum mandado de prisão contra ele, voltou para casa

 

Leandro Ribeiro se apresentou após o flagrante em Camboriú. Ele foi liberado porque não havia mandado de prisão

Após duas semanas do assassinato de Rhuan Carlos Ribas de Miranda, 23, o filho mais velho de Cassiano Miranda, os familiares continuam aguardando que seja decretada pelo Poder Judiciário a prisão preventiva do acusado Leandro Ribeiro. Rhuan Carlos Ribas de Miranda foi vítima de crime passional. Apesar da insatisfação pela demora, Cassiano Miranda ainda aguarda pela prisão de Leandro Ribeiro, autor dos golpes de faca, que tiraram a vida de Rhuan, no bairro Jardim Veneza, em Fazenda Rio Grande, Região Metropolitana de Curitiba (RMC), no dia 13 de setembro.

Com uma dor imensurável, após a perda do filho, Cassiano ainda segue confiante na justiça dos homens, mas pede celeridade ao Poder Judiciário. “Eu quero apenas que este responsável pague por este crime. Ele sozinho ou junto com outras pessoas que, por ventura, o ajudaram a praticar este crime”, apelou Cassiano.

A Polícia Civil de Fazenda Rio Grande, por meio do delegado Ademair Braga, que preside o inquérito, já solicitou ao Poder Judiciário a prisão preventiva de Leandro Ribeiro três dias depois do crime, mas até agora, não recebeu a resposta da Justiça. “Estamos aguardando a autorização da Justiça para partirmos em diligência e prender o acusado”, informou o investigador de Polícia Civil Vanderlei Caixão.

Estatísticas – Segundo os dados oficiais da Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública, no Brasil somente 6% dos homicídios dolosos (com a intenção de matar) são solucionados. Isso não representa a realidade, porque muitas vítimas não registram boletim de ocorrência. Ao ser procurada pela reportagem do Jornal O REPÓRTER, a assessoria do Fórum de Fazenda Rio Grande informou que o processo está sob segredo de Justiça, por isso não poderia repassar qualquer tipo de informação à imprensa sobre a decretação da prisão preventiva de Leandro Ribeiro.

A prisão preventiva é utilizada como um instrumento do juiz em um inquérito policial ou já na ação penal, ou seja, ela é um instrumento processual. Pode ser usada antes da condenação do réu em ação penal ou criminal e até mesmo ser decretada pelo juiz. Em ambos os casos, a prisão deve seguir os requisitos legais para ser aplicada, regulamentados pelo artigo 312 do Código de Processo Penal.

Quando a prisão preventiva pode ser decretada, segundo o artigo 313 do Código de Processo Penal?

Nos caso de crimes inafiançáveis – aqueles para os quais não há possibilidade de pagamento de fiança ou de liberdade provisória, ou seja, o acusado deve ficar preso até o seu julgamento. São considerados crimes inafiançáveis no Brasil (Constituição, art. 5º, incisos XLIII e XLIV): racismo, prática de tortura, tráfico de drogas, terrorismo, ação de grupos armados contra a ordem constitucional e o Estado de Direito, crimes hediondos – tipos de crime considerados mais repugnantes para o Estado, nos quais há clara crueldade, como homicídio, estupro, latrocínio, entre outros.

Entenda o caso Rhuan Carlos Ribas de Miranda

Clique aqui e assista a esta reportagem em vídeo

veja aqui Pai do jovem assassinado no jardim Veneza faz apelo pela prisão do assassino de seu filho

Homem é executado por sair com mulher casada

Diarista é morta a facadas no bairro Estados

Homem é assassinado em quarto de aluguel

Polícia Militar salva ladrão de linchamento no centro da cidade

 

Tags
Continuar lendo

Artigos Relacionados

Verifique também

Close

Skip to content