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Maio teve mais chuva, mas Paraná mantém emergência hídrica

As precipitações de maio não foram suficientes para restabelecer a ordem por completo no Paraná.

Chuva deve continuar caindo durante esta semana

AEN PR

O mapa de chuvas do Paraná relativo a maio traz uma notícia animadora: a área de estiagem mais severa reduziu consideravelmente no mês passado, ficando concentrada na Região Metropolitana de Curitiba, Litoral e alguns pontos do Noroeste. De acordo com o Simepar (Sistema Meteorológico do Paraná), choveu dentro da média histórica ou acima dela em boa parte do Estado. Regiões como o Oeste e Sudoeste conseguiram compensar em parte a seca que marcou o primeiro quadrimestre do ano. Em Toledo, por exemplo, a precipitação acumulada foi de 223 milímetros, para uma média histórica de 176 mm. Foz do Iguaçu registrou 131 mm, 3 mm acima da meta. Já em Francisco Beltrão choveu 241 mm (média de 180 mm) e em Pato Branco 158 mm (média de 160 mm).

Guarapuava, na Região Central, também ficou dentro do esperado. Em maio a precipitação na cidade foi de 134 mm, exatamente o patamar esperado para o mês. “Comparado com os outros meses, o resultado foi satisfatório. O que anima também é que a primeira quinzena de junho deve ser chuvosa também”, afirmou o meteorologista do Simepar, Samuel Braun. Ele, porém, faz uma ponderação importante: as precipitações de maio não foram suficientes para reestabelecer a ordem por completo no Paraná. “A seca é muito grave, então o problema só será resolvido no longo prazo, com o acúmulo de chuvas”, ressaltou.

Braun lembrou que a situação da região de Curitiba e do Litoral segue bastante preocupante, com uma crítica defasagem de água. Na Capital choveu em maio apenas 21 mm, cerca de 25% do esperado para o mês (82 mm). Em Paranaguá o déficit foi ainda mais significativo. Precipitação de 17 mm para uma média histórica de 127 mm. Ou seja, somente 13% da expectativa. “É uma anomalia bem grande mesmo e em um período em que tradicionalmente se chove menos como o outono e o inverno”, disse ele. Londrina e Maringá, por sua vez, também ficaram abaixo do nível, mas mais próximos da média histórica. Choveu 76 mm em Londrina contra uma expectativa de 108 mm e 72 mm em Maringá ante uma média de 116 mm. Já em Santo Antônio da Platina, no Norte Pioneiro, a precipitação foi de 70 mm para uma média de 92 mm.

O cenário que faz com que o Paraná siga em alerta e em situação de emergência hídrica. O decreto, estabelecido no começo do mês passado, é válido por 180 dias. Por isso, o Governo do Estado reforça o pedido para o uso consciente da água, evitando desperdícios. Segundo a Sanepar, o sistema de rodízio na distribuição da água segue mantido. Ainda de acordo com a companhia, a ação representa uma economia de até 20% no consumo. O sistema opera em com um dia sem água e quatro dias de abastecimento. “É fundamental que as pessoas entendam que esse rodízio vai continuar por muito tempo, não há previsão de que acabe antes de setembro ou outubro, porque a estiagem é gigantesca”, afirmou o diretor de Meio Ambiente da Sanepar, Julio Gonchorosky. “Mais fundamental ainda é a consciência da população. Os rodízios e captações emergenciais não são suficientes se não houver economia, uso racional e zero desperdício”, acrescentou.

Além das medidas adotadas pela Sanepar para garantir o abastecimento, outros órgãos do Estado atuam no enfrentamento à estiagem. O Instituto Água e Terra (IAT), responsável pela gestão dos recursos hídricos e ambientais do Paraná, está acompanhando as ações emergenciais para suprir o fornecimento. O IAT também entregou caminhões-pipa a 20 municipais paranaenses para serem utilizados no abastecimento de água, combate a incêndios e, principalmente, para higienização de calçadas e ruas próximas a hospitais.

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