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Começa a corrida eleitoral!

Ex-prefeito Chico Santos é pré-candidato a prefeito

O cenário eleitoral de Fazenda Rio Grande começa a sair da indefinição e, alguns pré-candidatos a prefeito, iniciam a trajetória. Na lista nomes conhecidos, como de Chico Santos, eleito em 2008 e que transformou o município a partir de 2009, ao criar um plano de incentivos fiscais, que permitiu a vinda de grandes empresas. Naquele ano, o município fazendense apresentou um grande desenvolvimento industrial, atraindo milhares de famílias, que viram na cidade a possibilidade de uma vida digna. Nos últimos dez anos, segundo institutos econômicos, foi o município que mais cresceu no Paraná. Diante da gestão inovadora, Chico foi reeleito em 2012 com 70% dos votos válidos, mas acabou sendo afastado do cargo, pois foi acusado de usar jornais para promoção pessoal. Anos depois, provou sua inocência. “Fiquei afastado de uma forma totalmente incoerente e consegui provar, responder dentro da Justiça que não devia nada e graças a Deus pude sair candidato a deputado federal na última eleição. Se a população entender que devo voltar a prefeitura, estarei a disposição”, comenta Chico, que vem articulando seu nome junto a lideranças políticas locais.

Ao comentar o interesse de novamente comandar a prefeitura fazendense, Chico Santos acredita que tem a obrigação de pessoa que nasceu e foi criado na cidade e entende os anseios da comunidade. “Muitos amigos perguntam se eu teria essa disponibilidade de novamente governar o município. Estou muito bem no Governo, atendendo todos os municípios do Paraná. Mas eu acredito que Fazenda Rio Grande tem muitas mudanças a serem feitas. E no diálogo, na responsabilidade, enxergamos a oportunidade de colocar nosso nome à disposição. Vamos assumir o PSD aqui no município, a pedido do Governador Ratinho Júnior, organizar uma chapa boa de vereadores, conversar com os demais pré-candidatos para entender melhor a cidade, entender os anseios da população. Se a população concordar, vamos trabalhar em cima de dados, informações, elaborar um bom plano de Governo para continuar a transformação que iniciamos em 2009.

 

Chico Santos observa ter bom relacionamento com o governador Ratinho e ele (governador), sugeriu a Chico sair candidato. “Eu e o Ratinho temos um bom relacionamento. É uma pessoa de fácil amizade, muito dedicado. Trabalhei com ele quando ele era secretário da SEDU. O diálogo é muito franco, muito aberto. Então a gente criou uma relação de amizade a partir de 2008 quando ele me apoiou como prefeito municipal. Na pré-campanha dele ajudei muito. Então pode ter certeza, é uma pessoa que quer que eu saia. Esse apoio do Governador nós temos”, comenta Chico.

Apesar do bom mandato a partir de 2009 e ter sido cassado, Chico diz não ter mágoa das pessoas que o denunciaram após a reeleição com 70% dos votos. “O povo perdeu. Infelizmente não pude dar continuidade aos projetos. É por isso a vontade de retornar, de executar aquilo que pretendia fazer no seu segundo mandato. Acho que quando a gente encerra um mandato da forma injusta como aconteceu, e sabendo de todo o apoio da população, a gente fica até constrangido porque não fiz nada de errado. Trabalhamos pela cidade, fizemos as coisas acontecerem e fomos afastados porque dois jornais falaram bem e colocaram meu nome nas boas ações que aconteceram em nosso município. Mas não estamos aqui com ódio, rancor. Queremos reorganizar a cidade, fazer aquilo que não conseguimos fazer, ou que a atual gestão não conseguiu fazer. Temos agora muito mais experiência, muito mais parcerias a nível de Estado e Governo Federal”.

Sobre acusação sofrida de ter beneficiado a contratação do Instituto Confiancce, Chico é enfático. “Era contratação de médicos. A legislação me permitia. Agora estamos mostrando e provando todo o trabalho feito pela empresa, nos defendendo dessa questão. Tantas outras pessoas estão respondendo, 40 e poucos municípios precisavam de médicos. A minha obrigação como prefeito era atender a população. E aquela empresa naquele momento, estava atendendo. Fazíamos concurso e os médicos não vinham porque estavam já em outros municípios, outras empresas. Nós mantivemos a empresa nesse período. Então não existe má fé nenhuma e provamos onde for preciso”.

Em relação ao Dr. Nassib, vice-prefeito na primeira gestão e indicado para comandar a Secretária de Saúde, Chico diz que nunca houve briga entre eles. “O Nassib foi secretário por um período, depois a esposa dele mais um período. Por falta de entendimento na gestão da saúde, muitos comentaram que eu os tirei dos cargos. Se vocês conversarem com o Dr. Nassib ou a esposa, vão ver que eles pediram para sair. Eu nunca tirei ninguém. Eu confiei no Nassib, no trabalho dele como diretor do Hospital, como bom médico, mas na hora da gestão ele entendeu que não dava para ele. Quando eu trouxe uma pessoa para ajuda-lo, ele saiu por conta própria. Eu nunca nem pensei em tirar ele ou a esposa da função”

O ex-prefeito promete uma política de diálogo, com quem quer que seja. E que vai conversar com todos os pré-candidatos. “Nós sabemos que cada um tem seu estilo de fazer política, de conversar com as pessoas. Mas nós aprendemos muito na vida pública, que ninguém faz nada sozinho. Não adianta eu ir para uma campanha agredindo alguém. Não quero isso, quero mostrar o diálogo com os demais partidos, tentar somar. Espero. É uma pré-candidatura ainda, não sabemos qual vai ser a evolução dessa pré-candidatura. Mas queremos. Desavenças existem, mas não com rancor, ódio. Acho que às vezes podemos não compactuar com alguns grupos políticos, mas não quer dizer que vai ter raiva. Temos que usufruir, no que a pessoa puder apoiar o município. Não importa quem seja, de qual partido pertença. Se trouxer recursos, temos que receber e agradecer. Eu acho que política inteligente, moderna, de reorganização, se faz dessa forma, olhando nos olhos das pessoas, conversando até com os adversários. Porque o que interessa, no final de tudo isso, é ver a cidade crescer.

Prova de que Chico não carrega rancor, ele esteve em Brasília em audiência com o deputado Toninho. “Estive em Brasília falando com o deputado federal Antonio Wandscheer. Conversamos sobre vários assuntos, incluindo novos recursos para Fazenda. Tudo que vier de recursos e projetos que vão favorecer a população, vamos buscar apoio. Nossa divergência política com Toninho, a questão eleitoral, é coisa resolvida. Aprendi em casa que com ódio e rancor, a gente não constrói. Ele tem o grupo político dele, projetos dele, teve sua campanha a deputado e eu também tive a minha. Cada um faz as suas políticas. Mas aquilo que for pelo bem da cidade, ele conseguindo recursos, claro que a gente vai buscar, seja quem for a gente vai respeitar e divulgar o recurso que recebeu. Queremos construir uma cidade para todos, respeitando todo mundo. Fazenda Rio Grande cresceu e cresceu muito. Então o que a população precisa é a reorganização administrativa, a gente precisa repensar a questão administrativa dentro da própria prefeitura. Sabemos que saúde é um problema nacional. Houve avanços nesse período, melhorias, participação da comunidade. Mas é algo que a gente sempre precisa e temos que buscar mais melhorias. Agora reabriu a nossa Maternidade, mas a nossa busca vai ser sempre incessante. Muitos falam “Chico, você tem que trazer um hospital”. Se alguém prometer um hospital com recursos próprios do município, está se equivocando. Nós não temos condições sozinhos de ter e manter um hospital aberto. Mas a busca é de novas parcerias, arrumar uma maneira de cada vez mais a nossa maternidade também poder fazer outras cirurgias, gradativamente ir aumentando a forma de atendimento. Fazer promessas, não dá porque temos que continuar investindo para manter a educação, novas escolas municipais, estamos já buscando apoio para trazer novas escolas estaduais, vagas em creches. São desafios em todas as áreas. O crescimento está grande, temos que buscar a geração de novos empregos na indústria. O comércio está fortalecido e vai se fortalecer naturalmente mais ainda. Mas temos que arrumar outros projetos de incentivo para trazer mais indústrias para o município”, finaliza Chico.

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