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Adiada a votação da CPI que investiga o Prefeito César Matucheski de Tijucas do Sul

O destino do prefeito Antonio César  Matucheski, de Tijucas do Sul, ainda é incerto. Uma sessão extraordinária, que deveria acontecer nesta terça-feira (15), para decidir sobre a cassação ou não de seu mandato, acabou sendo adiada. Isso a pedido do prefeito e com autorização da Justiça.

Matucheski foi acusado de diversas irregularidades em outubro de 2018. Possíveis irregularidades essas, que fizeram com que o vereador Clodomir Rocha apresentasse uma denúncia na Câmara Legislativa. Uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) foi aberta e o caso passou a ser investigado pelos vereadores Antonio Cláudio Martins, João Guilherme Camargo (Patiorna) e Carlos Andrade (Carlão), escolhidos em sorteio.

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foto: O Regional

Segundo a assessoria da Câmara Legislativa, o parecer dos três vereadores seria dado nesta terça e o assunto seria votado pelos vereadores. Com exceção do denunciante, Clodomir, que teria seu voto substituído pelo da suplente professora Rosana Aparecida da Cruz.

O prefeito Matucheski, porém, pediu à Justiça que mais duas testemunhas (em sua defesa) fossem ouvidas. A princípio, segundo ele, a oitiva das testemunhas foi solicitada ao presidente da CPI, que a negou por considerar irrelevante. Já na justiça, o pedido foi autorizado e essas pessoas devem falar com os vereadores nesta quarta-feira (16).

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“A gente acha importante porque são pessoas que têm terrenos depois da ponte, e que provam que tem moradores mais para a frente e que também usam a ponte. Inclusive funcionários do setor de obras que já trabalhavam antes dessa gestão, confirmaram que a ponte e obras nela tinham sido feitas em dois mandatos anteriores”, explica Matucheski.

A obra realizada pela prefeitura na ponte em questão, foi um dos pontos levantados na CPI. De acordo com os vereadores, ela pertence a um terreno particular. Mas o prefeito garante que é usada por diversos moradores.

O gestor comenta que optou por levar funcionários comissionados e também efetivos para serem ouvidos, a fim de garantir depoimentos imparciais.

“Se for feito de acordo com a justiça, se não for uma votação estritamente política, vai dar tudo certo. Porque todas as nossas testemunhas comprovaram o que eu tinha falado na defesa, que eu não fui o culpado pelos serviços e requerimentos não respondidos. Meu medo é que quem faça o relatório final seja tendencioso, não coloque o que foi relatado nas oitivas. Eu queria que todos ouvissem e tirassem suas próprias conclusões”, aponta o prefeito.

O que diz a CPI

Aberta em 23 de outubro de 2018, a CPI tem três principais denúncias: a falta de resposta do prefeito em relação a diversos requerimentos e pedidos de informação feitos pela Câmara, além de respostas dadas for a do prazo estipulado; a utilização de veículos e funcionários da prefeitura para construção/reforma em terreno particular; e ainda o fato de que César Matucheski teria mentido sobre o fechamento de um buraco e fossa nos fundos de uma unidade de saúde, solicitação que havia sido feita pelos vereadores. Segundo a denúncia, o prefeito alegou que a obra tinha sido feita, mas isso não procedia.

Com o adiamento da sessão, as novas testemunhas devem ser ouvidas. A partir daí, os vereadores se reúnem novamente para decidir seu parecer e marcar uma nova sessão, na qual o futuro de César será decidido.

Por: Dayanne Wozhiak

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