O ex-presidente Jair Bolsonaro foi preso pela Polícia Federal em 22 de novembro de 2025, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, após indícios de que preparava uma fuga para evitar o início do cumprimento de sua pena de 27 anos e 3 meses de prisão, sentença definida em setembro pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da Ação Penal 2668, que tratou das acusações de tentativa de golpe de Estado.
Segundo a decisão de Moraes, Bolsonaro teria violado a tornozeleira eletrônica por volta de 0h08, fato interpretado como tentativa de neutralizar o monitoramento judicial. Investigadores também apontaram suspeitas de que o ex-presidente planejava buscar abrigo em uma embaixada estrangeira localizada nas proximidades de sua residência. A prisão preventiva, cumprida pela Polícia Federal, foi decretada como medida cautelar para evitar possível fuga ou prejuízo às investigações, e não representa o início imediato do cumprimento da pena.
Após a detenção, Bolsonaro admitiu ter usado um ferro de solda para tentar danificar a tornozeleira eletrônica, embora tenha alegado que o fez “por curiosidade”. A justificativa não convenceu as autoridades e reforçou a avaliação do STF sobre o risco concreto de evasão.
A prisão ocorreu poucos meses depois de Bolsonaro ter sido condenado a mais de 27 anos de prisão, após o STF considerá-lo culpado por liderar uma organização criminosa e por participar de um plano para abolir o Estado Democrático de Direito, caracterizado como tentativa de golpe para se manter no poder após as eleições. A Ação Penal 2668 também envolve militares e aliados políticos do ex-presidente, apontados como participantes do mesmo esquema.
A decisão desencadeou fortes reações entre seus apoiadores, e protestos foram registrados após convocações feitas por seu filho, Flávio Bolsonaro. A mobilização chegou a ser citada na decisão de Moraes como possível tentativa de criar distrações que favorecessem uma fuga. A repercussão internacional foi imediata, com veículos estrangeiros destacando o impacto político e institucional da prisão no cenário brasileiro.
De acordo com as determinações judiciais, Bolsonaro deve receber acompanhamento médico constante e participar de audiência de custódia por videoconferência, seguindo protocolos aplicados a presos de alta relevância pública.






