Avó e neta se afogam em praia de Matinhos e são resgatadas de helicóptero

 Avó e neta se afogam em praia de Matinhos e são resgatadas de helicóptero
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Avó e neta se afogam em praia do PR e são resgatadas de helicóptero — Foto: Reprodução/BPMOA

Uma mulher de 49 anos e uma menina de 9 anos, avó e neta, foram resgatadas de helicóptero enquanto se afogavam na praia de Caiobá, em Matinhos, litoral do Paraná. O caso aconteceu na tarde de sábado (2). O salvamento foi feito pelo Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA) e Corpo de Bombeiros.

De acordo com o BPMOA, a equipe estava fazendo patrulhamento preventivo quando viu cinco pessoas se afogando no mar, nas proximidades do Morro do Boi. Dois bombeiros estavam realizando o salvamento de quatro vítimas simultaneamente, mas a criança de 9 anos estava afastada das demais, afundando, relata o Batalhão. A equipe que estava no helicóptero resgatou a menina e a levou até a areia. Na sequência, voltou e resgatou a avó dela, de 49 anos.

A mulher foi previamente atendida na areia e depois foi levada de helicóptero para ao Hospital Regional do Litoral, em Paranaguá.

A menina primeiro foi levada pela ambulância do Siate até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Praia Grande, em Matinhos e depois também foi transportada de helicóptero ao Hospital Regional do Litoral. Segundo o BPMOA, ambas apresentavam grau três de afogamento – muita espuma na boca e/ou nariz, com pulso radial.

Número de afogamentos aumenta em 32,89% no Paraná

O número de afogamentos cresceu 32,89% no Paraná, segundo dados do Corpo de Bombeiros.

Em 2023, entre janeiro e o dia 13 de novembro, foram 762 ocorrências, com 1.006 vítimas. No ano anterior, no mesmo período, foram 662 ocorrências, com 757 vítimas.

Em 2023, 43 pessoas morreram em decorrência de afogamentos. Em 2022, foram 40 mortes. Este número pode ser ainda maior, uma vez que as vítimas que são levadas a um hospital e não resistem às consequências do afogamento não são contabilizadas.

Riscos diferentes e cuidados diferentes

O tenente Luiz Henrique Vojciechovski explica que os riscos são diferentes para cada um dos ambientes com água. Porém, a principal orientação que ele dá, é não subestimar o ambiente.

Cavas

Nas cavas, por exemplo, os banhistas devem tomar cuidado com o fundo irregular. O bombeiro alerta que, nesses locais, não é possível saber a profundidade exata: em um momento, o fundo é possível de alcançar, mas poucos passos a frente fica muito mais profundo.

Além disso, conforme Vojciechovski, o fundo das cavas possuem galhos, folhas, lama e lodo, o que pode prender as pernas dos banhistas e dificultar o retorno à superfície.

“A água dessas cavas não é própria para banho, é uma água contaminada. As cavas também acabam escondendo vários riscos. Apesar de na superfície parecer que a água é tranquila e calma, muitas vezes o fundo tem restos de construção civil, a gente já encontrou redes, fios, coisas que as pessoas podem ficar enroscadas”, afirma.

Piscinas

Em piscinas, a orientação que Vojciechovski dá é supervisionar crianças e pessoas que estão alcoolizadas. Além disso, é importante cuidar de piscinas com degraus.

O bombeiro reforça ainda importância de observar se o ralo está devidamente protegido.

Mar

No mar, os banhistas devem ficar perto dos postos de guarda-vidas. Durante a temporada de verão, o número de socorristas é reforçado. “Uma característica do nosso litoral, que é um risco, são as correntes de retorno, que acabam levando as pessoas para uma área mais funda. Muitas vezes, na tentativa de nadar contra essa corrente, as pessoas acabam se tornando vítimas de afogamento”, explica Vojciechovski.

Além disso, o bombeiro afirma que ao ver alguém se afogando no mar a orientação é buscar por um guarda-vidas. Desta forma, evita-se o risco de se tornar, também, uma vítima.

É possível também oferecer um objeto flutuante para que a pessoa que está se afogando possa se agarrar. Porém, neste caso, é importante que não se exponha ao risco.

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