Homem agredido por PM em bar de Londrina ganha direito à indenização de R$ 8 mil

 Homem agredido por PM em bar de Londrina ganha direito à indenização de R$ 8 mil
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Momento da abordagem em frente a bar londrinense – Reprodução

O Governo do Paraná foi condenado a indenizar um homem que denunciou o policial militar Evandro Alegre por agressão durante uma abordagem em Londrina, no norte do Paraná. O caso aconteceu em 19 de março de 2022. 

Câmeras de segurança flagraram agentes revistando o homem na calçada, do lado de fora de um bar, quando a agressão começa. Em outro ângulo, a gravação mostra mais agressões cometidas por Alegre dentro do bar. A vítima é atingida com dois tapas no rosto.

A decisão pela indenização por danos morais é da juíza Ana Carla Pisoler Morandi da Silva, do 1º Juizado Especial da Fazenda Pública de Londrina. Ela determinou que o Estado pague R$ 8 mil para Josimar Laurindo Pereira, de 40 anos. O processo transitou em julgado, ou seja, não cabe mais recurso da decisão.

A Procuradoria-Geral do Estado (PGE-PR) entendeu que o valor a ser pago está nos parâmetros no caso e optou por não entrar com recurso em instâncias superiores. 

Homem agredido por PM em bar de Londrina ganha direito à indenização de R$ 8 mil — Foto: Reprodução
Momento da agressão em bar de Londrina – Reprodução

Para defesa, agressões não tiveram justificativa

A advogada de Josimar, Aline Kerolin Capocci, acredita que as agressões sofridas pela vítima não tiveram justificativa. “Além dos policiais terem optado pela abordagem sem qualquer motivo justificado, essa abordagem acabou ensejando em uma agressão desproporcional do qual aquele cidadão não merecia”, disse.

Após as agressões, o homem procurou atendimento médico e passou por exames, conforme o processo. Ele teve ferimentos no rosto.

Homem agredido por PM em bar de Londrina ganha direito à indenização de R$ 8 mil — Foto: Reprodução

Policial diz que homem questionou abordagem

Em depoimento à corporação, o policial disse que Josimar questionou a legalidade da abordagem “incitando a esse a desobedecer às ordens” e que, por isso, foi necessário o uso de força.

O soldado trabalhava na 30º Batalhão da Polícia Militar, na Zona Norte do município. Ele foi transferido de setor depois das agressões.

Segundo a decisão, o valor será pago pelo Estado e ainda pode ser corrigido pelos juros. Futuramente, o dinheiro pode ser cobrado do policial militar, segundo a Justiça.

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