Adolescente com deficiência mental que estava desaparecida é encontrada vivendo com homem de 46 anos

 Adolescente com deficiência mental que estava desaparecida é encontrada vivendo com homem de 46 anos
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Gabriel Marinho, delegado da Polícia Civil — Foto: Reprodução

Uma adolescente de 14 anos que possui deficiência mental e estava desaparecida desde o final de janeiro de Curitiba, onde residia com a mãe, foi encontrada em Rebouças, na região central do Paraná. As informações são do delegado da Polícia Civil Gabriel Marinho.

De acordo com a investigação, a menina estava morando com um homem de 46 anos e ambos se identificavam como um casal. Na segunda-feira (6), a Delegacia de Rebouças foi comunicada sobre o caso e prendeu o homem em flagrante por suspeita de estupro de vulnerável. O nome dos envolvidos não foi revelado. 

Segundo o delegado Gabriel Marinho, responsável pelo caso, a descoberta do paradeiro da adolescente aconteceu no dia 1º de novembro. Ela e o homem foram até o Conselho Tutelar para buscar informações sobre como matriculá-la em uma escola.

O órgão informou que o processo deveria ser feito pelos pais da menina, “ocasião em que informaram que ambos seriam conviventes”, diz o delegado.

No mesmo dia, foi verificado que havia um boletim de ocorrência de desaparecimento, protocolado no dia 28 de janeiro de 2023, em Curitiba. Nele, constava a informação de que a mãe disse que, antes de desaparecer, a menina afirmou que ia fugir com o homem.

Em contato com o Conselho Tutelar, a mãe informou que a menina possui diagnóstico de deficiência mental moderada e enviou o laudo médico ao órgão, informa Marinho.

Menina chamou o homem de “marido”, diz delegado

Na tarde de segunda-feira (6), o delegado e agentes Polícia Civil, acompanhados de conselheiros tutelares e uma assistente social e uma psicóloga do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), foram até a casa do homem para averiguar a situação. “Ao chegar no endereço, o suspeito não se encontrava. Contudo, a adolescente atendeu o conselheiro tutelar presente e disse que morava ali com seu ‘marido’ e que ele estaria trabalhando como motorista de aplicativo”, diz o delegado.

Depois, a menina e o homem foram até o CREAS para entrevista, “na qual ficou confirmado o convívio marital de ambos, desde janeiro”, afirma Marinho.

O homem foi preso na sequência.

Segundo o delegado, apesar de inicialmente a adolescente falar que estava com o homem desde janeiro – quando tinha 13 anos – depois os dois alegaram começaram a morar juntos depois de agosto, quando ela fez 14 anos. De qualquer forma, a prisão foi motivada pela menina ser considerada vulnerável por ter deficiência mental.

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