Um panorama sobre a política: Empresário e político, Ricardo Miranda expõe seu ponto de vista sobre o momento que vive o Brasil, o Paraná e principalmente Fazenda Rio Grande

Mini perfil: Ricardo Miranda é empresário e foi candidato ao cargo de Prefeito de Fazenda Rio Grande na última eleição, pelo partido Rede. Ao seu lado, estava o vice Dr. Demetryus, com quem contabilizou mais de 20% dos votos. Também foi vereador entre 2005 e 2012.

Confira a entrevista feita a Miranda, com relação à política atual

Jornal O Repórter: Ricardo, como você enxerga a situação do Brasil atualmente, em termos de economia, política?

Ricardo Miranda: O Brasil passou por uma grande mudança, isso vem ocorrendo desde o impeachment da Dilma. A cada dia que você acompanha o noticiário, você tem uma notícia nova, seja na corrupção, seja dos políticos, seja na parte econômica do Brasil que tem afetado muito a nossa população. Combustível que sobe, gás de cozinha que sobe, desemprego que chegou a 13 milhões de pessoas e baixou um pouquinho.

Mas o Brasil vem hoje suspirando, vem conseguindo caminhar. Porque em 2016, 2015, a situação estava um pouco mais complicada, muito mais turbulência. Os investidores não queriam investir no Brasil, o desemprego aumentando… Hoje a coisa deu uma suavizada. Na questão econômica, sabemos que esse é o cenário, esperamos que o ano que vem seja um ano melhor, isso tende a melhorar porque as coisas estão se assentando.

Na questão política ainda está um cenário meio conturbado. As reformas previdenciária e trabalhista, todas essas situações que têm acontecido no congresso tem feito que a população tenha ficado desanimada, desacreditada com os políticos.

Jornal O Repórter: E o que esperar das eleições 2018?

Ricardo Miranda: Boa pergunta! Dizer pra você o que vai acontecer no cenário da eleição presidencial do ano que vem, é muito cedo ainda. Mas é importante saber que o Brasil vai passar por uma importante decisão.

O povo tinha que fazer um chacoalhada, ver quem presta dessa história. Porque de outro jeito, eu não vejo um Brasil melhor. Na luta, na guerra, não vai dar certo. É no voto, na democracia, do jeito certo, na consciência.

O que a gente espera é que a população coloque, além do presidente, deputados e senadores com compromisso de verdade.

Jornal O Repórter: E qual a sua visão do quadro estadual?

Ricardo Miranda: Tem o Osmar Dias que está no PDT, recusou trocar de sigla. Ele é um candidato forte. Podemos ver nas pesquisas, está com 20 e poucos por cento, Ratinho Junior 20 e poucos por cento também, a Cida Borghetti na faixa dos 10%. Mas ela vai assumir o governo por um período, então pode crescer.

Teremos aí três candidatos fortes ao governo do estado. E três candidatos que já fazem história no Paraná. O Osmar já foi senador, já foi candidato a governador; a Cida já foi deputada federal e vice-governadora, o marido dela é ministro e é deputado, a filha é deputada estadual; e ainda o Ratinho, que já foi deputado estadual e federal. Temos três cartas marcadas no sentido de já fazer parte da história da política. Não podemos descartar Álvaro Dias, Requião e outros candidatos que podem embaralhar todo o cenário.

Jornal O Repórter: Há um ano e dois meses, contra tudo e contra todos, você resolveu se candidatar a prefeito de Fazenda Rio Grande, teve mais de 10 mil votos. Hoje qual a avaliação que você faz da cidade, ela avançou naquilo que você pensava em colaborar com a prefeitura?

Ricardo Miranda: As nossa propostas eram boas para a população de Fazenda Rio Grande. Não conseguimos chegar na casa de cada pessoa com a proposta que levaria essa mudança à cidade. Mas por exemplo, está sendo discutido que vai aumentar o IPTU desse ano para o ano que vem. Em 2017 já aumentou e 2018 está previsto esse aumento. Na nossa proposta da campanha, nós não iriamos aumentar o IPTU por quatro anos. Porque aumenta gás, aumenta gasolina, aumenta isso e aquilo.

Nós íamos trabalhar com um orçamento muito enxuto e reduzir os cargos comissionados. Hoje a prefeitura tem praticamente 200 cargos comissionados. Nós íamos trabalhar com 50. E reduzir as secretarias, isso, claro, ia trazer uma economia e esse aumento do IPTU não aconteceria.

Jornal O Repórter: E nessa eleição você pretende participar como eleitor, ou de repente, buscar um cargo na Assembleia, como deputado federal?

Ricardo Miranda: Não faz parte do meu plano ser candidato ano que vem, penso em, como eleitor, ir participando e acompanhando como vai ser esse cenário. Mas não tenho pretensão de ser candidato em 2018. Penso, sim, em fazer um trabalho para 2020, no sentido de avaliação da população, o que a população quer, e discutir a Fazenda Rio Grande. Levar essa caravana do bom sentido da discussão, das opiniões, das ideias.

O ano que vem vai estar focado nessa eleição a nível estadual e nacional. Depois que passar, queremos começar essa caravana em cada bairro, cada região, e convidar as pessoas que querem fazer parte desse debate, que querem o melhor para Fazenda Rio Grande e que têm coragem de largar suas casas por isso. E, se em 2020, houver espaço e possibilidade, eu coloco meu nome à disposição. Mas esse é um trabalho a longo prazo, que tem que ser construído no dia a dia.

Mas desejo sorte a quem vai ser candidato no ano que vem. E espero que Fazenda Rio Grande seja bem representada, que possa dar uma alavancada. A população espera que a cidade tenha esse momento de ultrapassar uma cidade da região metropolitana para uma grande cidade, como é São José dos Pinhais, por exemplo, que é uma referência tanto na questão industrial quanto em qualidade de vida.