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Trio acusado de molestar mãe e filha confessa crimes

Além dos abusos, elementos furtaram pertences e o carro da família

Presos no final da tarde do último sábado, dia 7, os três elementos presos por equipes da Guarda Municipal de Mandirituba, Polícias Civil e Militar, confessaram a invasão ao sítio da localidade de Quatro Pinheiros. Ficaram na moradia por cerca de 2 horas e depois de comerem o que estava na geladeira, roubaram pertences da família e roubaram um veículo Gol, que foi incendiado menos de três quilômetros da casa. Durante a ação, estupram mãe e filha, de 45 e 19 anos, respectivamente. Tudo na frente do esposo e pai.
A prisão dos delinquentes foi possível graças a denúncia anônima, onde a pessoa que ligou, informava onde estavam os autores dos crimes. A casa indicada fica entre as localidades de Quatro Pinheiros e Guapiara. Desde o dia do fato, a polícia seguia investigando o caso, que culminou com as prisões de três maiores e um menor, no final da tarde do último sábado. Presos, foram levados para a delegacia de Fazenda Rio Grande, onde após interrogatórios, confessaram ter invadido a moradia, violentados as mulheres e roubados vários pertences. Segundo a secretária de Defesa Social de Mandirituba, Fransueile Aritusa Claudino, após a denúncia de onde estariam os acusados pela invasão da chácara, foi elaborada uma ação com os auxílios das Polícias Militar e Civil. “Ao se aproximar da casa indicada, observamos um elemento correr e dispensar um celular. Ele foi alcançado entrando na casa. Ali encontramos os demais elementos e foram avistados pertences das vítimas, como alianças, celulares e outros objetos. Apesar disso, fizemos a condução dos acusados até a Delegacia de Polícia de Fazenda Rio Grande, para as medidas cabíveis ao caso”, disse Fransueile.
Na delegacia, foram identificados como Carlos Cezar Lima, 26 anos, Ezequiel de Lima, 26, e Silas Diogo Cardoso de Lima, de 20 anos. Todos permanecem presos e, assim que as investigações forem concluídas, serão denunciados no Ministério Público, que tomará as providências. A secretária de Defesa Social, Fransueile Aritusa Claudino, enaltece o desempenho das equipes. “Desde que o fato chegou ao nosso conhecimento, a Guarda Municipal, Polícias Civil e Militar foram atrás dos elementos e ninguém descansou, pois era questão de honra colocar na cadeia os responsáveis pelas barbáries. Infelizmente uma família foi vítima destes rapazes, mas agora estão presos e espero que a Lei seja severa pelas atrocidades que cometeram”, disse ela

Não podemos afirmar se são culpados pela invasão, mas no momento em que chegamos a casa, observamos o desespero dos elementos e muitos desencontros nas falas deles. Acredito que demos um passo importante para elucidar esta barbárie contra a família, disse Fransueile. A polícia civil deve concluir a investigação no decorrer desta semana.

Fato que se repete e preocupa moradores do interior

Os moradores da região rural de Mandirituba estão assustados com a invasão de sítios. Além da incursão da chácara de família de Quatro Pinheiros, onde a moradia foi invadida e os elementos, após violentar mãe e filha, roubaram vários pertences, um fato parecido aconteceu no mês de maio na Vila São João. quando um casal de haitianos teve a casa invadida por quatro homens que, além de roubar os poucos pertences da família, estupraram a mulher. Foram presos no dia seguinte ao fato.

Tudo aconteceu na manhã de um domingo. O quarteto entrou na residência do casal para roubar os poucos bens que tinha. Quando viram que se tratava de uma mulher que estava lá, além de roubarem as vítimas, abusaram sexualmente dela. Além da violência sexual, a mulher também foi ferida com facadas e ameaçada de morte. Todo o ato foi cometido na frente do marido, que não teve sequer como reagir.

Na oportunidade, o casal contou à polícia que os bandidos ficaram por volta de duas horas e meia dentro da residência. Quando foram direcionar a agressão ao marido, a mulher conseguiu fugir. Ela pulou de uma altura de aproximadamente um metro e se fingiu de morta. Nisso, os quatro elementos se assustaram e correram da casa, mas foram presos no dia seguinte.

A população interiorana não esconde o medo. Segundo Maria Aparecida, que mora na região, quase todos os dias pessoas estranhas são vistas nas estradas. “A gente vive com medo e não adianta fechar a casa. Pelo que falam, eles chegam armados e ameaçam. Só Deus para nos livrar destes bandidos”, relata a mulher. A Guarda Municipal e a Polícia Militar fazem rondas frequentes pelas comunidades rurais e, todo estranho é parado para revistas. Mas o que mais assusta a população é que os delinquentes, pelo que foi levantado, são moradores da região. “Às vezes o cara está morando aqui do lado, mas como saber? ”, indaga Maria.

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