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Suspeito de assassinato em Areia Branca dos Assis se apresentou à Polícia e não foi preso

Há quase dois meses, a família de Admilson Leandro da Cruz pede justiça. O agricultor de 38 anos foi vítima de assassinato em Areia Branca dos Assis, Mandirituba. O crime ocorreu em 13 julho e o autor do crime chegou a se apresentar à Polícia logo em seguida, com a arma que usou para atirar, mas não foi preso.

“A polícia diz que ele se apresentou com o advogado, passou o flagrante e não tem nada que possa fazer”, explica a viúva Cláudia Regina Fagundes. Segundo ela, o crime foi por volta de 00h30, após um desentendimento entre Admilson e Olacir, suposto autor dos disparos que atingiram o tórax e crânio da vítima. A família, porém, só foi avisada por volta de 1h40 da manhã.

A mãe de Admilson, Arminda Pereira da Silva, conta que uma mulher foi o pivô da briga naquela noite. “Ela foi agarrar o meu piá e daí ele (atirador) falou ‘não agarra esse duro aí, que não tem dinheiro’, daí meu piá falou ‘duro é você, seu porco’, aí diz que já se empurraram e ele foi no carro, pegou o armamento e não deu tempo de nada mais”, conta.

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Mas a briga já tinha começado antes, quando a vítima apanhou de seis pessoas no bar. Foi dito, a Admilson, que Olacir também estava entre os que bateram nele naquela noite. O rapaz, porém, negou e eles continuaram amigos.

A família está revoltada, porque apesar de se apresentar à Polícia, o suposto assassino não foi preso. “É a mesma coisa que ele matasse uma galinha e pronto”, diz a mãe Arminda.

Segundo elas, Admilson não estava armado e os R$ 9 que ele tinha no bolso antes de sair de casa, foram entregues à família. Cláudia diz ainda que sente medo pelo filho, de 19 anos, que vai e volta do Colégio todos os dias.

“O que nós queremos é justiça por que como que ele vai ficar andando por aí? Estão esperando ele matar de novo? Quem me garante que ele não anda armado?”, alega Cláudia.

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Arminda também acredita que o atirador teve cúmplices, como um homem que o ajudou a chegar ao bar e fugir depois. Ela também acha que se as pessoas que estavam lá, tivessem avisado ou contatado o SIATE antes, ele poderia ter se salvado.

“Aqui na Areia Branca é assim. Morre e fica por isso mesmo. Ninguém viu, ninguém sabe. Mas nós queremos justiça”, afirma Arminda.

A redação do Jornal O Repórter entrou em contato com a Delegacia de Fazenda Rio Grande, para entender o caso, mas até o fechamento desta edição, não obteve respostas.

Por: Dayanne Wozhiak

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