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Saiba quais as principais conquistas e problemas enfrentados pelas câmaras da RMC nesse primeiro semestre de 2017

Com o fim do primeiro semestre de 2017, os presidentes das câmaras de vereadores da região fizeram um balanço de suas principais decisões, mostrando que, mesmo em pouco tempo, é possível fazer mudanças e trazer benefícios para o município.

Carlinhos Moura, presidente da câmara de Quitandinha, falou que apesar das dificuldades e desafios enfrentados, a câmara tem mostrado muito trabalho e também muita dinâmica na apresentação de projetos. Uma das novidades são as visitas in loco que os vereadores têm realizado, para exercer seus papéis de fiscalizadores.

O próximo passo, a partir de agora, é a compra de um espaço próprio, que consiga alocar todos o público que participa das sessões. “Estamos criando um fundo para que, em um futuro próximo, pensemos em uma nova sede. E isso não é pensando em nós vereadores, mas na população que fica lá fora assistindo à nossa sessão”, destaca o presidente. Segundo ele, a casa onde as reuniões são feitas atualmente, é cedida pela prefeitura e conta com apenas 20 cadeiras para a população, sendo que há mais 100 pessoas participando ativamente do encontro.

Em Mandirituba, construir uma nova câmara também está nos planos, mas como a casa de leis doou parte de seus recursos ao executivo nesse início de ano, a ideia deverá ser prorrogada. Além da doação de recursos, nesse primeiro semestre a câmara também teve muitas mudanças. Uma deles foi tonar as reuniões menos cansativas para o público presente, tanto pelo planejamento antes das reuniões em si, quanto por um acordo feito entre os colegas.

“Fizemos algumas modificações junto com o procurador da casa. As sessões aqui são um pouco demoradas, sempre tem bastante projetos. Agora, cada requerimento é discutido somente pelo autor, assim, os colegas apenas votam e a ideia é encaminhada ao executivo mais rapidamente”, conta o presidente da câmara, Guilherme Chupel.

Além disso, segundo ele, vários projetos já foram aprovados, incluindo três solicitando emendas para o município. Conquistas estas que, para Chupel, foram adquiridas graças ao companheirismo entre os vereadores, o que torna o trabalho mais tranquilo.

Quem também conseguiu unir os vereadores da casa, em prol de um bem maior que é a população, foi o presidente da Câmara de Tijucas do Sul, José Antônio. “O papel do presidente é acolher os vereadores da base do prefeito e da oposição também. Prometemos ao município que aqui não teria oposição, mas um trabalho de iguais. Prometemos que trabalharíamos pelo município e temos que cumprir”, aponta.

Ele percebe, nesses primeiros seis meses, que a câmara tem bastante participação dos vereadores e também da população, e destaca que, não só na casa, mas fora dela, ele e os colegas têm sido muito atuantes. Os vereadores viajam, constantemente, a Brasília, para pleitear recursos. Recentemente, conseguiram uma quadra coberta para a localidade do Campina, e essa conquista só foi possível após uma viagem à capital nacional.

Um dos planos é conseguir um novo espaço para sediar a câmara, mas como os vereadores repassaram a verba da qual dispunham, ao executivo municipal, o sonho terá que ser prorrogado, assim como em Mandirituba. Com o dinheiro doado, a prefeitura conseguiu reformar o hospital e academias ao livre. Para o presidente, isso fez valer à pena. Veja mais no vídeo.

Já Agudos do Sul começou com mudanças.  Na casa de leis, o horário das sessões foi alterado para as 19h, a pedido da população, que antes não podia participar. O contraste entre vereadores mais novos e outros com uma vasta experiência na política é um dos destaques da câmara e, segundo o presidente Jessé Zoellner, isso só traz benefícios.

“Pelo que eu vejo, comparando as câmaras da região, a nossa tem sido uma das mais atuantes. Já tivemos entre 34 e 35 Projetos de Lei aprovados e encaminhados, no mínimo 5 emendas e mais de 70 indicações, além de requerimentos e pedidos de informação”, afirma Zoellner.

Uma dessas conquistas, apresentada pelo presidente, foi o recebimento de dois veículos para as secretarias de Ação Social e de Agricultura, vindos através de emenda do deputado Luiz Carlos Martins. O valor para cada um dos carros é de R$ 50 mil. Veja mais no vídeo.

Quem também conquistou diversos recursos para o município nesse início de mandato foi a câmara de Fazenda Rio Grande. O município bateu um recorde de emendas adquiridas em um primeiro semestre, conseguindo mais de R$ 12 milhões de recursos e, ainda, investimentos do governador do estado, Beto Richa.

Mas não é só disso que o presidente da casa, Julinho do Pesque, se orgulha. A prestação de contas do primeiro semestre também apresentou bons resultados. “Estamos findando o semestre com R$ 393.579,00 reais em caixa na conta movimento na câmara municipal. Lembrando que nós pegamos esta mesma conta com 0 reais”, destaca Julinho.

Em Campo do Tenente, a Câmara também iniciou com algumas dificuldades, mas conseguiu superar. Apesar do pequeno quadro de funcionários, a presidente Solange Favaro se diz otimista quanto ao futuro da casa. Ela é a única presidente mulher e uma das três vereadoras, entre os 67 parlamentares, das sete cidades em que circula o jornal O Repórter.

Em entrevista à nossa reportagem, ela falou de uma das principais conquistas recentes da casa, que foi aumentar o salário das técnicas de enfermagem do município. As profissionais que atuam na área costumavam receber pouco mais de R$ 900 reais e, após mudança solicitada pelos vereadores, começarão a ganhar R$ 1.380.

A participação dos secretários municipais e da população é outro destaque na câmara, segundo ela, já que os vereadores tem chamado as pessoas a participar e também realizado reuniões nas comunidades. “O trabalho de um vereador recebe muitas críticas, é pouco valorizado, então estamos tentando demonstrar que buscamos fazer a diferença na casa”, comenta Solange.

A Câmara que passou por mais dificuldades desde o início de mandato até agora, foi a de Piên, que já teve três presidentes. No início do mandato, havia assumido o vereador Leonides Maahs, mas após suspeita de envolvimento no assassinato do prefeito eleito Loir Dreveck, ele acabou afastado do cargo, dando lugar a Clever Beil.

Diante da apresentação de uma carta de renúncia ao cargo, enviada por Maahs, que estava preso, Clever e os outros componentes da mesa renunciaram aos seus cargos também, promovendo-se uma nova eleição. À frente da câmara desde 16 de maio, está, agora, Eduardo Pires.

Mais recentemente, o primeiro presidente do mandato, Leonides Maahs, foi também cassado pela câmara por não comparecer em mais de um terço das sessões. A razão é questionada por alguns advogados, que acreditam que o envolvimento em um crime já seria motivo para cassação, já que se trata de falta de decoro parlamentar.

 Por: Dayanne Wozhiak

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