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Professores da educação especial de Fazenda Rio Grande protestam contra perda de gratificação

Professores da educação especial de Fazenda Rio Grande correm o risco de perder os 25% de gratificação que recebem atualmente em seu salário. São aproximadamente 100 servidores de apoio que são regidos pela Lei 48 de 2012, que garante essa quantia a mais no pagamento.

A decisão foi tomada após uma reunião entre a App Sindicato e executivo municipal. Apesar do voto da App ser contrário, eles acabaram sendo vencidos. Como a próxima instância é a Casa de Leis, as professoras foram até lá na última segunda-feira (5), para conversar com os vereadores. É o que explica a presidente da App sindicato núcleo Metrosul, Simone Barbosa.

“É isso que nós estamos fazendo aqui hoje. Fazendo debate junto aos vereadores pra que não aprovem esse projeto. Muitos podem pensar ‘é as professoras que querem ganhar mais?’ Não é isso. É um equivoco pensar dessa forma. Nós, enquanto professores, sabemos que essa gratificação, que não é de grande diminuição pro orçamento do município, valoriza o trabalho das professoras que, muitas vezes, utilizam dessa gratificação pra produzir os materiais que vão ser trabalhados com os alunos. Essa retirada vai prejudicar o aluno que tem essa necessidade especial”, diz.

Para a professora Andressa de Fátima Andrade, isso significa um retrocesso na educação. Ela afirma que ela e os colegas tiveram que se especializar na área para trabalhar e que, por isso, essa perda seria uma grande desvalorização à classe.

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“Eu, como mãe, imagino meu filho chegar numa escola e não ter uma pessoa preparada pra recebê-lo. Nós todas aqui temos pós, estudamos pra isso. Infelizmente eles querem que os alunos fiquem com professores que não tem essa pós, essa experiência, que não estão preparados pra cuidar desses alunos. Então nós viemos lutar pelos nossos direitos e de nossos alunos”, argumenta.

A professora Luiza Gomes complementa dizendo que se as portas para a inclusão foram abertas, devem ser mantidas nas devidas condições. “Pra gente receber esse aluno, a gente teve que se especializar nessa área. Eu não acho justo a secretaria de educação mexer justo no professor, sendo que esse dinheiro não impacta em nada na economia do município”, afirma, lembrando ainda que as professoras regentes de salas onde há aluno especial, não conseguiriam dar aula sem a professora de apoio.

Líder do executivo na Câmara Legislativa, o vereador Dudu Santos alega que essa discussão foi um pedido dos professores regentes que não recebem a mesma gratificação. Ao todo, o município conta com 1,4 mil professores regentes e 100 professores de apoio.

“Existe um estudo, esse estudo será analisado pelo Poder Executivo, será analisado pela secretaria de educação e posteriormente virá à discussão na Câmara de Vereadores. E será como a gente sempre tratou, com muito diálogo e transparência. A gente sempre vai dar o voto pro que é justo no momento”, afirma Santos.

Por: Dayanne Wozhiak

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