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Por que o Deputado Geraldo Cartário foi cassado

Nas eleições gerais de 2006 havia dois candidatos representando Fazenda Rio Grande, sendo eles, Geraldo Cartário e Alisson Wandscheeer, este filho do Prefeito da época, Toninho Wandscheer.

Naquele ano, ao tomar conhecimento das pesquisas eleitorais, o candidato Alysson Wandscher juntamente com seu pai, o Prefeito Toninho, resolveram entrar na justiça eleitoral e pedir a cassação do mandato do candidato Geraldo Cartário, no qual, infelizmente, foi recebida e julgada a denúncia pelos motivos que você confere nesta entrevista.

O Repórter: Quanto a alegação de propaganda desfavorável, ofensiva e negativa ao então Prefeito de Fazenda Rio Grande, Antonio Wandscheer (Toninho) e seu filho, Alisson Wandscheer, candidato ao pleito de 2006, o senhor realmente criticava, assim como faz com a atual administração? Quais eram essas críticas?                               Geraldo Cartário. Claro, criticava pelo péssimo atendimento na área da saúde, pelo descaso social, com a falta de segurança e também pela cobrança de taxa de lixo embutida na conta da água de cidadãos que não possuíam o serviço. Críticas que faço até hoje dentro dos parâmetros democráticos que a lei de imprensa me permite. Diante dessas críticas, todas com fundamento. Devido a essas críticas fui denunciado na justiça eleitoral, e ainda nos processado no TJ – Tribunal de Justiça do Paraná, do qual saí absolvido.

O Repórter: Em relação a denúncia de fornecimento de vantagens pretensamente indevidas ao eleitorado, tais como distribuição de brindes, comida, bolos de aniversário, cursos profissionalizantes, valendo-se da sociedade beneficente, o senhor usou desses meios com intenção de angariar votos conforme alegado pelos autores da denúncia?

Geraldo Cartário: A distribuição de brindes e os bolos de aniversário eram feitas pela Rádio AM 790, onde eu tinha um programa e continuo tendo, inclusive a distribuição de brindes é algo praticado pelas rádios de todo país, por meio de promoções, que são legais. Em relação aos cursos profissionalizantes, bem como o fornecimento de alimentação, assistência médica, doação de cadeiras de rodas e óculos, esses serviços eram realizados pela Associação Beneficente, cujos custos eram mantidos por verba repassada assembleia legislativa, além de recursos próprios. Todos os deputados recebiam e recebem até hoje essa verba, a diferença, é que eu a utilizei em benefício do povo, em ações sociais. Talvez por falta de um órgão fiscalizador da Assembleia, outros deputados tenham aproveitado essa verba dando-lhe outras destinações ou mesmo em benefício próprio, postura da qual jamais compartilhei e que infelizmente custou meu mandato.

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