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“Perseguição política”, diz Leonides Maahs

O ex-presidente da Câmara Legislativa de Piên, Leonides Maahs garante que irá provar sua inocência à justiça. Preso em janeiro de 2017, por suposto envolvimento na morte do prefeito eleito da cidade, Loir Dreveck, Maahs agora responde em liberdade. Ele garante que não teve motivo algum para participar do crime, que se trata apenas de perseguição política. Diz ainda que tem provas contra os argumentos de acusação.

“Desde o dia da posse da eleição da presidência havia boatos de que alguns do grupo não queriam que eu fosse ficar na presidência, e que iriam fazer de tudo para ferrar com minha reputação”, conta, em carta. Ele diz que tinha uma boa relação com a família de Dreveck e que insistia em uma investigação mais intensa.

Quando a polícia chegou a sua casa, às 5h50 da manhã daquele dia (31/01/2017), ele diz que havia apenas um mandado de busca e apreensão, e que ele acabou tendo de ir à Delegacia por guardar munições antigas. Munições essas que pertenciam ao seu pai, que serviu ao exército.

Chegando lá, porém, soube que tinha sido acusado de envolvimento no crime. “Foi muito triste, porque eu era uma das pessoas que mais queria justiça. Dias antes de acontecer a minha prisão, eu conversei com familiares de Loir, disse: ‘Não podemos deixar impune. Põe uma investigação forte em cima disso, peça um apoio ao Gaeco, COPE’. É lamentável o que aconteceu comigo, eu não me conformo. Eu era o mais interessado em descobrir o que tinha acontecido com o Loir”, afirma Leonides Maahs.

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Ele diz que ainda não entende porque foi acusado pelo crime. Também conta que quem o acusou, deu depoimentos diferentes, que não conferem. O ex-presidente garante que consegue provar que, no dia do assassinato, estava em Curitiba fazendo exames médicos, e que o acusado em questão mentiu nos depoimentos que prestou.

“Tem que haver justiça, aparecer quem está envolvido nisso e vai pagar por esse crime. [Eu] não tinha motivo algum para fazer isso. O Loir era um parceiro político meu, um amigo. Eu sou uma pessoa que se eu não puder ajudar alguém, eu não atrapalho. […] A família do Loir sentiu muito e qualquer um sentiria porque é uma covardia o que foi feito com ele, muito injusto”, diz  Leonides Maahs.

Sobre sua inocência, ele diz que ainda não conseguiu provar porque, no dia da audiência, estava nervoso e não conseguia falar. Que foi, inclusive, orientado pelo então advogado que acompanhava na época a não falar sobre o assunto. Ele alega ainda que havia fotos provando sua inocência, mas que elas não foram apresentadas até então. O motivo disso ele diz que também desconhece. Já com novo advogado em sua defesa, Maahs garante que irá provar sua inocência à justiça e à sociedade.

Por: Dayanne Wozhiak

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