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Na contramão de denúncias de maus tratos, ong DNA Animal oferece um lar a cães abandonados

No último mês, vídeos denunciando os maus tratos que levaram à morte de um cachorro em um supermercado, chocaram a todo o Brasil. A maior parte das pessoas ficou sensibilizada com a história e até manifestações foram realizadas para que a empresa se posicionasse e o culpado pagasse pelo crime, previsto no artigo 32 da Lei 9605/98.

Nessa mesma lei, o abandono também é considerado crime. E ainda assim, diversos cachorros, gatos e outros animais são deixados por seus donos nas ruas. No final do ano, o índice de abandono costuma dobrar.

“As pessoas querem viajar. Elas têm aquele cachorro, que fica no quintal, não têm tanto afeto e precisam viajar. O que elas fazem? Jogam na rua de vez, pra não se incomodarem”, comenta a coordenadora da ong DNA Animal, Andrea Barth.

Ela é advogada e empresária, mas agora divide seu tempo entre trabalho, casa e ong. Tudo por amor aos animais. A DNA Animal existe em Fazenda Rio Grande há três anos, mas está sob a coordenação de Andrea há seis meses. Por lá, eles já atendem a 134 cães, que foram resgatados por estarem em situação de vulnerabilidade – maus tratos, doenças, machucados por atropelamento e, mesmo, fêmeas no cio que poderiam procriar nas ruas.

Somente duas cuidadores são contratadas do local. Andrea, como outras oito pessoas que compõem a diretoria, trabalha de forma voluntária e, por vezes, tem que tirar dinheiro do próprio bolso para arcar com as despesas. Outros voluntários ajudam em feiras e eventos.

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Quanto aos gastos, além de ração, os animais precisam de remédios, atendimento veterinário, castração e muitas outras coisas. Todos os cães estão disponíveis para adoção e, ao menos uma vez por mês, são levados em feiras. Porém, nem todos conseguem um lar e acabam voltando para a ong.

O terreno foi cedido pela prefeitura, mas as contas eles fazem como podem para pagar. 55 cães são apadrinhados, de modo que as pessoas ajudam com um valor mensal. Mas como não é nem metade do total de animais que atendem, o dinheiro acaba sendo pouco.

A vida não é nada fácil e, durante a entrevista, Andrea chega a se emocionar ao contar porque assumiu as responsabilidades. “Quando eu tomei a decisão de assumir, eu sabia que era um problema muito grande e muito sério. Eu tenho que abdicar de muita coisa da minha vida pra estar aqui. Então foi bem difícil tomar essa decisão, mas eu não aguentava entrar aqui e ver a situação”, lembra.

Se você quer e pode ajudar ou deseja adotar um cão, basta entrar em contato pela página do facebook ONG DNA Animal. Por toda a cidade, também estão sendo vendidos calendários com a história de alguns dos cãezinhos abrigados na ong. O dinheiro arrecadado é todo revertido para os gastos do espaço.

por: Dayanne Wozhiak

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