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Obesidade é um dos principais fatores de risco para o diabetes tipo 2

Estar acima do peso está longe de ser uma questão apenas estética. As doenças que podem estar associadas à obesidade requerem atenção, principalmente quando se fala em diabetes tipo 2. Camila Luhm, endocrinologista da Neoclinical e membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), lembra que entre 80 e 90% dos indivíduos acometidos por essa doença são obesos.

“É importante alertar que a obesidade é apontada como um dos principais fatores de risco para o diabetes tipo 2, que é quando o organismo não consegue usar adequadamente a insulina que produz. Também existe uma clara relação entre ganho de peso, mesmo em faixas normais, e aumento do risco. No entanto, vale ressaltar que a redução de um mísero quilo pode diminuir em 17% a chance de alguém ficar diabético. Por isso, hábitos saudáveis e atividade física regular são fundamentais para ficar longe da doença”, esclarece a especialista.

Mulheres, as mais afetadas pelo diabetes

Dados do Ministério da Saúde mostram que na última década o número de pessoas com diabetes tipo 1 e 2 no Brasil subiu quase 62%, e as mulheres são as mais afetadas. Segundo Camila, quando se fala em atividade física, as mulheres ainda ficam em desvantagem.

“Uma pesquisa norte-americana mostrou que as mulheres são mais sedentárias que os homens, o que eleva o risco de desenvolver a doença. Outro ponto que vale lembrar é que indivíduos que praticam exercícios físicos de forma intensa ou moderada são menos propensos a comer em excesso do que aqueles que não se exercitam. Por isso, a atividade física aliada à boa alimentação é fundamental. Após se perder 10% do peso, o risco de desenvolver diabetes diminui drasticamente, mesmo quando um indivíduo permanece obeso”, ressalta a endócrino.

Medidas de circunferência abdominal igual ou superior a 94 cm em homens e 80 cm em mulheres já indicam maior risco, especialmente, para doenças ligadas ao coração.

De olho na balança ou na taxa de gordura corporal?

Essa é a dúvida de muita gente. Muitos ficam escravos da balança, controlam quilo por quilo, deixam de comer algo para ‘não engordar’, mas se esquecem de que o mais importante mesmo é o percentual de gordura corporal. O IMC (Índice de Massa Corporal) pode dar um parâmetro importante, mas é preciso ficar atento à taxa de gordura corporal.

“Por exemplo, atletas têm peso mais alto devido a maior massa magra (massa muscular), e podem apresentar IMC mais alto sem nenhum impacto negativo à saúde. Da mesma forma, pessoas com IMC normal, mas que são sedentárias, podem ter uma menor massa magra e com isso um maior percentual de gordura corporal, e assim apresentar todos os riscos relacionados à obesidade mesmo tendo um IMC supostamente normal”, explica a especialista.

O IMC é o método mais utilizado e pode ser calculado dessa forma: peso ÷ altura x altura. Além do IMC, há outros métodos mais específicos para avaliar a gordura corporal, entre eles o Pregas Cutâneas, Bioimpedância Elétrica e Densitometria de Corpo Inteiro (DEXA).

Diferenças entre diabetes tipo 1 e diabetes tipo 2

No diabetes tipo 1 existe uma deficiência na produção de insulina. O sistema imunológico ataca e destrói equivocadamente as células beta do pâncreas, que não conseguem mais produzir insulina. Como resultado, a glicose fica no sangue, em vez de ser usada como energia. Corresponde a 5 – 10% dos casos de diabetes.

Já no diabetes tipo 2 aparece quando o organismo não consegue usar adequadamente a insulina que produz; ou não produz insulina suficiente para controlar a taxa de glicemia. É o tipo mais comum de diabetes, responsável por aproximadamente 90% dos casos.

Obesidade, doença crônica

Camila lembra que o preconceito em relação à obesidade ainda é grande, e muitos não enxergam o problema como uma doença. “É mais fácil achar que as pessoas que estão obesas se encontram naquela situação simplesmente porque são preguiçosos e comem demais. Mas vale o alerta: o excesso de gordura corporal aumenta o risco de esteatose hepática (gordura no fígado), pedra na vesícula, problemas nas articulações (como artrose), apneia do sono e até certos tipos de câncer (intestino, próstata, vesícula biliar, endométrio e mamas)”, esclarece a especialista.

A dica, segundo Camila, é apostar numa reeducação alimentar aliada à atividade física. “Para quem está com sobrepeso, a orientação é eliminar a gordura abdominal por meio da redução da ingestão calórica e prática de atividades aeróbicas, como caminhada, bicicleta, corrida, sempre com a ajuda, é claro, de um especialista. Mudando hábitos, dá para viver mais e melhor”, finaliza.

Sobre Camila Luhm

Camila Luhm é graduada em Medicina pela Faculdade Evangélica do Paraná (FEPAR), com residência em Clínica Médica pelo Hospital de Clínicas – Universidade Federal do Paraná (UFPR) e residência em Endocrinologia pelo Hospital de Clínicas – Universidade Federal do Paraná (UFPR). Tem mestrado em Medicina Interna pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e possui título de especialista em Endocrinologia e Metabologia pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). Também é membro da Sociedade Latino-Americana de Tireoide (LATS).

Serviço:

Dra. Camila Luhm – Neoclinical

Endereço: Rua Carneiro Lobo, nº 468, 12º andar / Centro Empresarial Champs Elysees

Bairro: Batel / Curitiba – PR

Telefone: (41) 3077-5060

Site: http://camilaluhm.com.br/

Facebook: https://www.facebook.com/dracamilaluhm/

Instagram: https://www.instagram.com/camilaluhm.endocrino/

 

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