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NEGLIGÊNCIA?

Nilson Neves, o conhecido Viola, Morador de Mandirituba acusa que a morte do seu irmão foi negligência do município de Mandirituba

Por: Riana Carvalho

A família de Eurides de Souza Neves, de 41 anos, falecido no Hospital do Trabalhar, em Curitiba, no dia 23 de abril, acusa o município de Mandirituba de negligência. Após passar mal, segundo o irmão, Nilson da Silva Neves, mais conhecido como Viola, Eurides foi levado para o Posto de Saúde de Areia Branca dos Assis, onde ficou por três horas esperando a chegada da ambulância. O homem chegou a ser transferido para o hospital da capital paranaense, mas não resistiu.

O irmão explica que tudo começou há 15 dias do ocorrido, quando Neves reclamou de fortes dores e que, ao levar no Hospital de Mandirituba, foi diagnosticado com pneumonia. “Estávamos tratando ele como pneumonia, [mas] não melhorava. Trouxe ele no Posto de Saúde de Areia Branca e a médica me falou que ele precisava fazer um eletrocardiograma”. Isso porque, a médica desconfiou que Eurides pudesse estar com problema no coração.

Após realizar o exame, Viola levou o irmão ao Hospital de Mandirituba, o qual ficou internado, pois precisava realizar mais um exame. “Realmente ele estava com problema do coração, ia fazer mais um exame do coração e no outro dia ver se transferia para outro hospital”. Mas não foi o que aconteceu, como ele conta.

“De manhã [trocou] o médico de plantão e mandaram ele embora, deram alta para ele. Quando na segunda-feira, ele não estava bem e eu levei ele no Posto de Saúde de Areia Branca, a médica examinou ele, mandou fazer outro eletro do coração, deu o encaminhamento e um remédio para ele tomar”. Após retornar para casa, o homem tomou o remédio, mas horas depois, passou mal e precisou ser levado novamente ao posto.

De acordo com Viola, o irmão ficou 3h esperando à chegada da SAMU para levá-lo ao Hospital do Trabalhador. “A médica viu que o caso dele era sério, ela até falou que não era problema de pneumonia, o problema dele era o coração. Rapidamente ela tentou encaixar ele no Hospital do Trabalhar, a gente viu o apuro deles ligando para vir a ambulância, [porém] quando deu três horas bem certinho, a ambulância resolveu aparecer”, relembra.

Após a transferência, Eurides não existiu e acabou falecendo. Viola acredita que se a ambulância tivesse chegado antes, teria dado tempo de salvar a vida do irmão.

PREFEITURA

O Jornal O Repórter procurou a Secretaria de Saúde de Mandirituba para esclarecer o motivo da demora da chegada da ambulância até o Posto de Saúde de Areia Branca dos Assis.

Segundo a secretária Gizelly Camargo, no momento em que Eurides estava na unidade, as ambulâncias, que são reguladas a fazer a transferência para UTI, estavam ocupadas, além disso, a equipe aguardava vaga na UTI do Hospital do Trabalhador.

“Como o caso dele a gente precisava de uma UTI, não bastava somente colocar numa ambulância, nós tínhamos que seguir para um hospital de grande porte. As nossas duas ambulâncias estavam atendendo emergências, assim que uma desocupou, eles mesmos regularizaram a vaga”.

Sobre o motivo de outra ambulância não ter feito o transporte, a secretária explica: “Todos os municípios tem 3 ou 4 ambulâncias, mas somente duas que são reguladas. Uma que é do SAMU, que a gente segue todos os protocolos do estado, e a outra que fica no hospital de emergência 24h, que também segue a central de leitos”.

Gizelly declara que a equipe sente muito pelo ocorrido, mas garante que: “A gente seguiu os protocolos corretos para salvar a vida dele e isso foi feito”.

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