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“Motivação política”, diz Beto Richa sobre sua prisão no último dia 11

“Fui vítima de uma grande arbitrariedade, uma violência inominável, uma ilegalidade que não se encontra outra motivação, que não uma motivação política”, alega o ex-governador do Paraná e candidato ao Senado, Beto Richa (PSDB). Em entrevista exclusiva ao Jornal O Repórter, ele falou de sua prisão no último dia 11.

Para Beto Richa, foi algo completamente violento. “Tive minha casa invadida. Fomos levados eu, minha mulher e meu irmão. A casa da minha mãe foi invadida. Uma senhora de 78 anos idade. E eu vim a saber depois porque foram na casa dela. Denúncias anônimas de que eu ia lá com muita frequência, como se não fosse normal visitar uma mãe”, diz.

Richa afirma que a prisão teve fundos políticos porque, após seis anos, só ocorreu agora, em meio à sua campanha ao Senado. Também reclamou por não ter tido direito à defesa e sequer ter sido chamado a depor, sendo que, segundo ele, jamais se negou a isso.

O candidato diz que foi inadmissível ainda o que fizeram com a sua esposa que, segundo ele, teve um trabalho exemplar frente à capital e ao Paraná. “Quando fui prefeito de Curitiba, ela foi cuidar da população mais carente. E tivemos, no final do nosso mandato, o reconhecimento do IPEA, um dos mais respeitados órgãos federais. No nosso mandato, tivemos a maior redução de pobreza e miséria do Brasil, de todas as capitais. E no estado não foi diferente”, afirma o candidato ao Senado.

Indignado, ele lembra ainda do trabalho frente ao estado. Mandatos nos quais, segundo ele, nenhum prefeito deixou de ser ouvido ou considerado – mesmo os de outros partidos. Também lembra que, diferente de outros estados, que tiveram recessão, o Paraná ampliou os investimentos em 16%.

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“Peguei um estado quebrado, com R$ 4,5 bilhões de dívidas. Sanei as finanças, paguei as contas que me deixaram, peguei uma gravíssima crise financeira nacional do primeiro para o segundo governo. Fizemos o ajuste das contas públicas, diminuindo os gastos para ampliar os investimentos em favor dos paranaenses. Saiu na F. de São Paulo, de 2014 a 2017, todos os estados decresceram os investimentos. O Paraná ampliou em 16% os investimentos. Batemos um recorde. R$ 8 bilhões de investimentos no meio da crise”, afirma.

Richa ainda comentou que, em seu governo, investidores voltaram a acreditar no estado. E enquanto o País passava pelo desemprego, no Paraná, mensalmente houve saldo positivo. E destacou ainda a vinda da Sumitomo Rubber do Brasil para Fazenda Rio Grande. Tudo graças ao programa Paraná Competitivo, que foi reconhecido mundo a fora como a melhor estratégia de investimentos da América do Sul e um dos oito melhores programas do mundo.

Quanto à campanha, Richa se diz tranquilo. Para ele, os paranaenses conhecem o seu trabalho e não vão deixar esse fato abalar completamente a campanha. “Eu não estou atrás de emprego, quero estar no Senado pra ajudar o Paraná. Eu quero ir lá pra fazer a diferença. Ser atuante, fazer as medidas necessárias para o Brasil voltar a crescer”, conclui.

Beto Richa

Prisão

Beto Richa, sua esposa e ex-secretária da Família e Desenvolvimento Social, Fernanda Richa; o ex-chefe do gabinete de Beto, Deonilson Roldo; o irmão e ex-secretário de Infraestrutura Pepe Richa; o ex-secretário do Cerimonial Ezequias Moreira; e Luiz Abi Antoun, que é parente de Beto Richa, foram levados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), no último dia 11 de setembro. Além de empresários.

As prisões eram temporárias e, segundo informações, tiveram a ver com o programa Patrulha Rural, e o objetivo de apurar “suposto pagamento milionário de vantagem indevida no ano de 2014, pelo Setor de Operações Estruturadas do Grupo Odebrecht”, alegou a Polícia Federal, na época. Todos foram soltos no último dia 15, por uma decisão do ministro do STF, Gilmar Mendes.

Por: Dayanne Wozhiak

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