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Mais viáveis ao tráfego, à saúde das pessoas e ao meio ambiente, os ônibus ainda não são vistos como a melhor opção para os usuários

Mais de 50 mil pessoas utilizam o transporte público em Fazenda Rio Grande todos os dias, entre isentos e pagantes. Muitos destes, fazem o trajeto até Curitiba. O fluxo do trânsito melhorou nos últimos anos com a duplicação da BR, mas para muitos usuários, a situação ainda é ruim.

Recentemente, a Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec) anunciou melhorias no deslocamento dentro da cidade, com ônibus disponíveis em mais horários e também ampliação do percurso em uma das linhas. Com isso, mais regiões serão atendidas e o tempo de espera será menor.

Além disso, o governo do estado enviou uma quantia para instalação, ampliação e melhorias das plataformas de embarque e desembarque, e mais 20 abrigos para pontos de ônibus. Nada, porém, foi comentado com relação aos coletivos que se deslocam até a capital.

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Para os usuários, é preciso analisar alguns pontos. “Se você quiser pegar ônibus e ir mais tranquilo, tem que levantar muito cedo”, diz o morador Antônio Fernandes Neto. Ele conta que os coletivos estão sempre muito cheios e que, quando tem congestionamento, acaba se atrasando no trabalho.

O empregador já fica apreensivo quando sabe que que o funcionário mora em Fazenda Rio Grande, segundo ele. “Eles já perguntam se você tem carro. Se disser que não tem, ficam naquela; e se disser que tem, ele sabe que vai chegar atrasado também por causa do fluxo”, conta. A solução, pra ele, é chegar mais cedo no trabalho pra garantir.

O José do Nascimento Ferreira, que sempre pega ônibus por volta das 6h também, diz que sempre tem que chegar mais cedo no terminal para conseguir entrar em uma fila e bater cartão no trabalho. Para ele, a solução é aumentar a frota. “Tinha que aumentar mais a frota, prestar atenção na população, que a população precisa mesmo”, aponta.

Melhor opção

Dados da Pesquisa Mobilidade da População Urbana 2017, mostram que enquanto automóveis ocupam 58,3% do espaço viário para transportar 20,6% das pessoas, os ônibus ocupam 32% para deslocar 76,7% dos usuários.

Além disso, de acordo com o Arquiteto, Urbanista e Mestrando em Gestão Urbana pela PUCPR, Gessé Lima, o coletivo tem vantagem em relação a vias exclusivas. “Se o ônibus utilizar via exclusiva, nesse momento, tem vantagem tanto no espaço ocupado quanto ao tempo de trajeto”, explica.

Os gases poluentes emitidos também representam menos riscos ao meio ambiente e à saúde da população. Segundo dados de 2017 do Instituto de Energia e Meio Ambiente, em São Paulo, por exemplo, os carros correspondem a 72,6% das emissões de gases efeito estufa, enquanto os coletivos, produzem 25% do total do estado.

Especialistas, porém, indicam que quem utiliza o transporte público, o faz por necessidade. A maioria das pessoas que não têm poder aquisitivo para comprar ou se deslocar com um carro, acaba usando o ônibus, mas não por opção.

Para Lima, mudar esse cenário significa fazer grandes alterações no serviço ofertado. “Hoje, o que pesa para o usuário é o preço da tarifa do transporte público. Fora o desconforto. Ônibus sempre cheio, sucateado… por isso os aplicativos de carona têm sido uma boa opção para os usuários. Uber, 99 etc.”, ressalta. Além disso, ele aponta que seria necessário também investir em segurança e rapidez.

Por: Dayanne Wozhiak

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