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Ministério Público corta convênios com hospitais de referência

Ministério Público corta convênios com hospitais de referência e deixa municípios paranaenses e mãos atadas. Pacientes de média complexidade, que eram encaminhados para os hospitais Angelina Caron e Rocio, agora não podem mais receber esse atendimento. A decisão foi dada pelos próprios hospitais após notificação do MP.

Na última terça-feira (7), a vice-prefeita de Mandirituba Rosilene Weber, a secretária de Saúde Gisele Leal e o diretor do hospital de Mandirituba, Luiz, foram à Câmara de Vereadores expor a situação. De acordo com o diretor do hospital, o problema é que esses pacientes de média complexidade podem ter os quadros piorados, sem o atendimento adequado.

A ordem é que somente em casos graves, os pacientes sejam encaminhados aos hospitais. Algo preocupante, para a vice-prefeita. Segundo ela, que assumirá a prefeitura nos próximos dias, o prefeito Luis Antonio Biscaia e a secretária estavam dispostos a manter o convênio apesar da ilegalidade. Quem não permitiu, foi a diretoria dos hospitais.

 

Outras cidades, como Quitandinha, por exemplo, e até fora do Paraná, também estão de mãos atadas. No entendimento do MP, essas cidades que tinham convênio (e pagavam por isso) estavam tirando vagas de outros pacientes, “furando filas”.

A prefeitura de Mandirituba abriu uma sindicância, para investigar a situação. Junto com os vereadores, também pretendem ir até os deputados e pedir que pressionem a governadora Cida Borghetti a resolver o problema.

“Vamos pressionar a governadora. O estado tem, sim, obrigação de nos ajudar. Eles não podem pôr goela abaixo do município o que é de responsabilidade dele. Temos que lutar, sim”, afirma Rosilene.

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Todos estão revoltados com a situação. “É fácil o MP estar sentado, mandando notificação”, disse o presidente Guilherme Chuppel. Fernando Teixeira ressaltou que, se pacientes de média complexidade tiverem que esperar atendimento, talvez faleçam aguardando.

Em Fazenda Rio Grande, de acordo com o Secretário de Saúde, Rejomar Andrade, muitos dos atendimentos já são realizados no município mesmo, com a Unidade de Pronto Atendimento – Upa. Porém, havia um convênio com o Hospital do Rocio que também foi cancelado.

“Esse atendimento de média e alta complexidade é de responsabilidade do estado. A Cida renovou contrato com os hospitais. É claro que eu preferia ter esse contrato também, é o que falta para melhorar a saúde”, aponta Andrade.

Em Agudos do Sul, esse convênio já não existia.  Em Quitandinha, o contrato com o Rocio venceu na segunda-feira (6). Em Tijucas do Sul, também não há mais respaldo e estão tentando resolver, segundo a assessoria.

Por: Dayanne Wozhiak

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