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Médicos da UPA de FRG se envolvem mais uma vez em polêmica

Os médicos da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Fazenda Rio Grande já foram alvo de investigação por parte da Câmara de Vereadores. A principal reclamação era com relação ao alto número de atestados apresentados em apenas um ano: 800.

Nesta semana, a redação do Jornal O Repórter recebeu com exclusividade o áudio de um suposto funcionário da UPA, que fala da falta de responsabilidade de alguns dos médicos da Unidade. Os plantões que começam às 7h e às 19h, segundo esse funcionário, não são respeitados. Boa parte dos profissionais acaba chegando até uma hora atrasado para o atendimento.

Além disso, os quase 300 pacientes atendidos por dia, por vezes, tem que aguardar porque faltam um ou dois profissionais em meio a um quadro de quatro médicos por plantão. Nesse caso, apenas dois atendem. “Eles metem atestado. Trabalham em Curitiba no privado, vêm com atestado de lá”, diz. “Médico tem suficiente na UPA e o salário deles com a gratificação que é paga, é 25 mil. Todo dia 26 está na conta. Falta de medico não é. E falta de pagamento de salário também não é”, continua.

Denúncia garante que os médicos da UPA de FRG estariam mais uma vez utilizando atestados para não comparecerem na unidade
Foto: Jornal O Repórter

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O Conselho Regional de Medicina (CRM) orienta que a cada 1h, ao menos quatro pacientes sejam atendidos. Segundo o funcionário, em um plantão de 12 horas, há médicos que atendam  apenas 8 ou 12 pacientes. Isso porque saem ou dormem no meio do expediente.

Segundo esse mesmo funcionário, a administração faz o que pode, mas os profissionais alegam estarem sendo coagidos pela chefia. “Não tem como a administração fazer nada porque como é um grupo bem fechado de médicos, eles dizem que estão sendo coagidos. A população tinha que estar lá fiscalizando pra pôr no Facebook, divulgar isso. Não é problema do prefeito nem dos vereadores, o problema é que os caras não trabalham”.

O funcionário comenta que existe “parceria” entre esses médicos. E que por se tratar de cargos concursados, eles sempre têm direito à ampla defesa, o que dificulta qualquer situação. Em especial por eles saberem se defender e apresentarem bons advogados. “Nós estamos no meio de bandidos”, diz.

“Principalmente que nós temos na UPA um médico que foi candidato a prefeito e que perdeu a eleição, e que manipula boa parte da situação do caos. Ele tem interesse que o caos se instale na UPA pra denegrir a imagem do atual prefeito. Então é um jogo político além de tudo”, complementa.

De acordo com o secretário municipal de Saúde, Rejomar Andrade, que até o momento não sabia da denúncia, a fiscalização está sendo feita: “Não chegou nenhum áudio até mim, mas atualmente temos dois médicos em processos administrativos por chegarem atrasados. Então, quando a informações chegam até nós, podemos atuar”. Sobre a denúncia que O Repórter teve acesso, o secretário garante que irá investigar o caso: “Vou determinar o levantamento dos atestados de todos os médicos da UPA dos três últimos meses e verificar se estes atuaram no mesmo horário em hospital de Curitiba e região. Se for constatado, abriremos PAD e passará para a comissão disciplinar, que realiza as inquirições e poderá demiti-los, se for o caso”, finaliza.

 

Por: Redação
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