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Mais um Fazendese preso envolvido na morte do fiscal de postos de combustíveis Fabrizzio Machado da Silva

Suspeito foi preso por auxiliar autor do crime (Foto: Flávia Barros – Banda B)

A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa prendeu, nesta sexta-feira, a quarta pessoa envolvida na morte do fiscal de postos de combustíveis Fabrizzio Machado da Silva, presidente da Associação Brasileira de Combate a Fraudes de Combustíveis. O crime aconteceu em 23 de março deste ano e o detido foi localizado em Fazenda Rio Grande, região metropolitana de Curitiba. Mateus Willian Marcondes Guedes, de 19 anos, ajudou o executor do assassinato e, por isso, recebeu R$ 4 mil, segundo as investigações.

Fiscal foi morto no Capão da Imbuía

Mateus se junta ao empresário e ex-vereador de Mandirituba Onildo Chaves de Córdova II, de 36 anos, que foi preso pela Polícia Civil há uma semana em um flat no bairro Batel, em Curitiba, acusado de ser o mandante do crime. O homem que atirou contra a vítima, Patrick Jurczyszin Lenadro, 30 anos, e o intermediário Ronei Dulciano Rodrigues, 25 anos, também estão detidos. Onildo mandou matar Fabrizzio pelo valor de R$ 21 mil.

Participação de Mateus

De acordo com o delegado Cássio Conceição, da DHPP, Mateus ajudou Patrick antes, durante e depois do crime. “Ele ajudou o Patrick diretamente no momento do crime, no levantamento do local e também depois do assassinato. O Mateus ajudou a queimar o carro usado pelo Patrick e o deu fuga”, descreveu à Banda B.

Fiscal foi morto no Capão da Imbuía (Foto: Divulgação)

Segundo o delegado, utilizando uma motocicleta Mateus levantou detalhes do local em que o crime viria a acontecer. “Inclusive apreendemos a motocicleta que ele usou para isso. Agora todos os envolvidos estão detidos e o inquérito policial praticamente concluído”, afirmou.

Mateus não tinha passagens pela polícia e mora em Fazenda Rio Grande.

Investigações

Em coletiva na semana passada, o delegado Cássio André Dias Conceição, da DHPP, afirmou ter convicção sobre os autores do assassinato.“Temos plena convicção que o mandante é o Onildo. O fato específico que fez ele querer a morte do Fabrizzio era a função que ele exercia no combate a fraudes. Os postos do Onildo já tinham sido investigados e esse é o motivo. Esse pagamento ao atirador foi feito no posto dele, em dinheiro. Detalhes não podemos dar porque pode ser que mais pessoas sejam presas.

As investigações apontam que Patrick recebeu R$ 5 mil adiantado de Onildo. Com esse dinheiro, ele comprou um revólver calibre 38 e o Renault Sandero, usado no crime, que era roubado. “Depois disso, ele recebeu mais R$ 16 mil em dinheiro e ficou por cinco ou seis dias em um motel, gastando o dinheiro em drogas e bebidas”, detalhou Cássio Conceição. A arma do crime não foi encontrada.

Nega o crime

Para a polícia, o empresário Onildo nega que seja mandante do crime. “Eu sou inocente, até agora meus advogados não tiveram nem acesso ao inquérito. Não sou mandante de crime nenhum. Fui preso às 23 horas em casa junto da minha esposa grávida e até agora não sei do que estou sendo acusado”.

Ainda durante a coletiva, o acusado de ser mandante do crime e dono de postos de combustível afirmou nem ao menos conhecia Fabrizzio, entretanto, sabia detalhes sobre a vida do fiscal. “Meus postos não estão irregulares. Tudo está de acordo com as recomendações da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). Faço questão que essa investigação venha à tona sobre meus postos. Um deles foi fechado sem provas, por investigações mal conduzidas, o qual foi exposta por essa ONG que esse sujeito Fabrizzio tinha. Vários bens dele foram confiscados, faturava dois ou três mil reais por mês e tinha barco de um milhão e meio. E agora pergunto: Quem é Fabrizzio? Quanto dinheiro esse Fabrizzio envolveu nas investigações que até agora não veio à tona?”

Indagando sobre o conhecimento de tantas informações sobre a vida de Fabrizzio, o ex-vereador e suspeito de ser mandante do crime desconversou: “É o que dizem. Era o que todo mundo sabia. Sei que estava congelado o patrimônio dele porque um dos sócios dele foi no meu posto fiscalizar e me contou”, finalizou.

Patrick, conhecido como “Diabo Loiro’, também negou que tenha recebido dinheiro pelo crime. “Não, senhor. Não sei, não recebi nada. Não tenho nem onde morar direito, não tenho carro, nada, não atirei em ninguém”, disse.

Provas e vazamento

O envolvimento dos três é convicto, segundo o secretário de Segurança Pública, Wagner Mesquita. “São provas técnicas, eles deixavam vestígios, nos carros, vídeos, triangulação de localização, pagamentos posteriores, enfim, são provas que levam a polícia a ter convicção e a Justiça a expedir os mandados”, disse à imprensa, durante a coletiva, em que também esteve presente.

A polícia afirmou que vai investigar também possível vazamento de informações da Departamento de Inteligência da Polícia do Paraná (DIEP), já que Fabrizzio auxiliava na Operação Pane Seca. “Nosso trabalho foi focar nos suspeitos, mas com certeza
teremos novas informações e pode ter que tenhamos novidade quanto a Operação Pane Seca. Se isso aconteceu, vai ser objeto de apuração. Qualquer vazamento de informação é preocupante e serão tomada todas as medidas”, defendeu Wagner Mesquita.

Crime

Fabrízzio foi assassinado por volta de 22h do dia 23 de março quando chegava de carro em casa, no bairro Capão da Imbuia, em Curitiba. O autor do crime bateu contra a traseira do carro do fiscal. Ao descer do veículo para saber o que tinha acontecido, Fabrízzio foi baleado na cabeça e não resistiu.

Fonte Banda B/ Reportagem Marcio Camargo

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