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Prefeita de Agudos do Sul Luciane Teixeira perde direitos políticos por crime de estelionato

A prefeita de Agudos do Sul, Luciane Teixeira, acaba de descobrir que perdeu seus direitos políticos. Ao comparecer em sua zona eleitoral, no primeiro turno das eleições, seu nome foi indicado como inapto para votar. Isso porque, em novembro de 2017, ela foi sentenciada a dois anos e seis meses de regime aberto por suposto estelionato.

De acordo com o processo APELAÇÃO CRIME Nº 1.216.702-1, em dezembro de 2007, a prefeita usou de sua condição política e deu, à senhora Luciria da Trindade Cruz, alguns papeis para assinar. Induzindo a vítima ao erro, a prefeita teria alegado que tratavam-se de papeis para a implantação do sistema de luz a um valor mais baixo. Porém, os documentos eram de um financiamento bancário para a compra de um colchão magnético.

Já falecida, a vítima tinha 71 anos na época e era moradora da localidade de Taquara Lisa. Simples e de baixa escolaridade, a aposentada começou a perceber que havia descontos em sua folha de pagamento do INSS. Dinheiro esse que fazia falta na compra de remédios.

“A vitima teve em sua folha de pagamento, um desconto do INSS no valor de R$ 105,00, e ao verificar junto ao INSS, constatou-se tratar de um empréstimo bancário no total de R$ 2.315,84, realizado pela denunciada, junto ao Banco Industrial, que se utilizou dos documentos assinados pela vítima”, descreve o processo.

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Na época, outras pessoas chegaram a relatar ter passado pelo mesmo golpe. A vítima, dona Lucíria, relatou ainda que foi procurada por Luciane Teixeira. Nervosa, a prefeita teria insistido para que a vítima ficasse com o colchão comprado em seu nome e que retirasse a queixa, porque isso atrapalharia sua candidatura. A vítima, porém, recusou por não ter condições de arcar com a dívida.

Além dos dois anos e seis meses de regime aberto que a prefeita está cumprindo, ela também foi condenada ao pagamento de multa, referente ao valor roubado da vítima. A acusada não perdeu seu mandato, mas não pode votar, nem ser votada durante os próximos anos. Além disso, deve estar em casa às 20h, todos os dias.

O neto de dona Luciria, Alisson Milcheski da Cruz, diz que não perdoa a prefeita pelo que fez com a sua avó. Votando atualmente em Santa Catarina, ele diz que não sabia da condenação, mas que foi merecida.

“Todo mundo erra uma vez na vida. Mas dependendo do erro não tem como perdoar. Por que na verdade isso foi um golpe. Na época da eleição ela não veio pedir voto, veio o vice. Eu não tenho nada contra ela, mas as pessoas têm que ficar espertas com esse tipo de situação. Uma autoridade máxima não deveria fazer isso”, afirma.

Procurada por nossa redação, até o momento, Luciane Teixeira não se manifestou.

Da redação

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