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Loja de Materiais de Construção Fazendão completa 29 anos junto com Fazenda Rio Grande

Emancipada oficialmente em 1990, Fazenda Rio Grande completa 29 anos de muita história no próximo dia 26 de janeiro. Junto com ela, muitas pessoas aproveitaram para crescer também. Foi o caso de Adalberto Vieira, que fundou a loja de materiais de construção Fazendão já em 90, quando o município não mais pertencia a Mandirituba.

Nascido em Eneas Marques, sudoeste do Paraná, Adaberto, o Beto, trabalhou na lavoura até os 21 anos. Foi quando decidiu tentar a vida em Curitiba, onde trabalhou por quatro anos em uma metalúrgica. Mas como tinha o sonho de abrir o próprio negócio e via potencial em Fazenda Rio Grande, resolveu investir aqui.

O sonho começou pequeno: uma loja de 70 m² (onde hoje é a matriz), na qual ele era sócio do cunhado. No começo, continuou morando em Curitiba e tinha que se deslocar todos os dias. Na época, segundo ele, o município tinha aproximadamente 12 mil moradores e pouquíssimas ruas asfaltadas.

“Quando a gente se instalou aqui, a cidade era precária. Não tinha rua, não tinha telefone, era tudo muito difícil. A gente saía fazer uma entrega, [já sabia que] com certeza ia ficar atolado se tivesse chovendo”, lembra.

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As ligações para os fornecedores eram todas por orelhão – e só havia dois no município todo. Era muito difícil ter uma linha telefônica. E celular era uma coisa que nem passava pela cabeça de ninguém. Então, Beto comprava fichas, pegava fila e aguardava pacientemente pela sua vez de fazer uma ligação.

“Eu acreditei. Quando a gente falou que vinha abrir a loja aqui, teve muitas críticas de parentes e amigos: ‘vai fazer o que numa cidade que não tem nada?’. Eu falava ‘vamos que a cidade vai crescer’, e deu certo”.

Fazendão, 1990 / Foto: Arquivo Jornal O Repórter

Hoje, ele tem três lojas espalhadas pelo município e é o único proprietário. Os dois filhos o ajudam a tocar o negócio: um se encarrega pelo setor financeiro e o outro pelo comercial e compras. Com a entrada deles, novas ideias chegaram e tudo começou a dar ainda mais certo, conta o pai coruja.

Ao longo de todos esses anos, mesmo nas dificuldades, ele nunca pensou em desistir e acredita que, para quem é otimista e dedicado, há muito espaço em Fazenda Rio Grande.

“Seja qual for o ramo que você quer investir, tem mercado. Hoje a Fazenda tem 140 mil habitantes. E um estudo [diz que em] 2030, é pra [termos] 280 mil habitantes. Imagina a cidade, em dez anos, dobrar a população. E o que vai precisar! O investimento que você fizer na Fazenda vai dar certo”, conclui Beto.

Por: Dayanne Wozhiak

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