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Leonildo Sandri, de Pinhais, tem bens apreendidos e está foragido da polícia

O ex-vereador de Pinhais Leonildo Sandri foi alvo de mandado de busca e apreensão em sua residência e empresa. Quem cumpriu o mandado foi o núcleo de Curitiba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, e a Promotoria de Justiça de Pinhais. Além dele, um assessor também teve os bens apreendidos. O assessor teria compactuado em devolver parte de seu salário ao ex-vereador, que está foragido nesse momento.

A ação faz parte da Operação Racha, instaurada para apurar a prática de divisão de remunerações de assessores parlamentares comissionados que seriam obrigados a entregar mensalmente parte dos seus vencimentos a alguns vereadores de Pinhais.
De acordo com a assessoria de comunicação do MPPR, casos como esse são muito comuns. Em geral, o assessor comissionado sente-se constrangido a aceitar a situação para não perder o emprego e o político, por sua vez, usa o dinheiro para futuras campanhas ou, mesmo, enriquecimento ilícito.
Além de compactuar com a devolução de parte do salário, o cúmplice teria, ainda, corrompido uma testemunha que seria ouvida em procedimento investigatório do Ministério Público. O assessor, cujo nome não foi informado, pediu para que a testemunha mentisse em seu depoimento, em troca de uma recompensa.
Ainda segundo o Ministério Público, as investigações continuam em curso para apurar a mesma prática em relação a outros vereadores e ex-vereadores de Pinhais. Todos os casos que poderiam caracterizar crimes de organização criminosa, corrupção ativa, corrupção passiva, concussão e falso testemunho, além de atos de improbidade administrativa, serão investigados.
Leonildo Sandri, mais conhecido como Gordo, segue foragido.

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