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Condenado em júri-popular

Homem é condenado a mais de 14 anos de prisão em regime fechado, após agredir e supostamente tentar matar a esposa em Fazenda Rio Grande

Por: Dayanne Wozhiak

Por unanimidade em júri popular, um homem acusado de tentativa de feminicídio foi condenado a mais de 14 anos de prisão em Fazenda Rio Grande. O crime ocorreu em outubro de 2017. Na época, a esposa do acusado contou que o traiu e mostrou conversas na rede social. Desesperado, o homem acabou agredindo-a.

O julgamento foi na última sexta-feira (21), das 9h às 16h, no Fórum de Fazenda Rio Grande, e o júri popular estava composto por nove pessoas. Durante a audiência, o acusado Moacir chegou a confessar que agrediu a mulher, mas garantiu que não tinha intenções de matá-la. A defesa usou essa tese tentando convencer o pessoal do júri a não julgá-lo por tentativa de homicídio, apenas por agressão física.

O Dr. Sérgio Padilha, da defesa, também alegou que de forma alguma tentava justificar o ato, mas que o réu deveria ser julgado pelo que fez e não o que pensou em fazer. Disse ainda que ele se sentiu traído e com uma dor muito grande, após chegar em casa, e receber a notícia de que ela teria estado com outro homem.

A promotoria de justiça, porém, alegou que o motivo era fútil e que o homem só não matou a esposa, Alessandra, porque a Polícia o impediu. Na época, os dois tinham uma união estável há 14 anos e, no momento da agressão, ele acabou indo parar fora de casa com o filho. Momento em que ela pediu ajuda a uma vizinha, que ligou para a Polícia.

“Se eu tento assassinar minha esposa porque ela não tem desejo por mim, a pena tem que ser maior, porque o motivo é fútil”, alegou o advogado de acusação, Dr. Adolfo Vaz da Silva. O advogado disse ainda que o réu comentou que a vítima merecia apanhar e que “deveria ter ficado quieta”. Segundo Dr. Adolfo, se a Polícia não impedisse, o acusado teria batido na vítima até que ela não mais se mexesse.Entre as marcas de agressão, ela teve os cabelos cortados e também o corpo, com um estilete, além de marcas de queimadura. O réu nega que tenha queimado ou cortado a ex-esposa.

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