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Guardiões de Fazenda Rio Grande não receberam pagamento por horas-extras realizadas

A falta de pagamento por horas-extras realizadas por guardiões de Fazenda Rio Grande, está gerando discussão na Câmara Legislativa. Na última segunda-feira (24), durante a sessão, o vereador Policial Batista levantou a questão, pedindo informações ao executivo sobre quando serão feitos os pagamentos por esses trabalhos, realizados há três meses.

De acordo com o vereador, a Lei determina que horas-extras devem ser pagas aos trabalhadores. A chefia responsável pelo serviço, porém, não assinou a folha-ponto dos guardiões, que ficaram sem receber. Ele cobra, portanto, respostas do executivo. “Se houve erros, tem que consertar. Eles não vão ficar no prejuízo porque alguém mandou fazer”, diz.

O vereador José Miranda comentou o requerimento do colega, dizendo que a chefia responsável deve arcar com as consequências, mesmo que antes não tivesse conhecimento do que estava fazendo.

Guardiões de Fazenda Rio Grande não foram pagos por horas-extras

Quem também falou foi o vereador Fabio Machado. Ele disse que a melhor solução é a instalação de pontos eletrônicos para os guardiões de Fazenda Rio Grande. E disse ainda que vai sugerir isso na próxima semana. “É um respeito com o nosso servidor. Se o guarda municipal tem que trabalhar até as 6, ele vai trabalhar até as 6, ele não tem que ficar trabalhando até as 7”, afirma.

Mais tarde, o vereador Dudu Santos explicou que os pontos eletrônicos são complicados, considerando que, apesar de estarem lotados na secretaria de Defesa Civil, os guardiões atuam em setores de diferentes secretarias.

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O pagamento, porém, é indiscutível a todos. “Isso é pontual. A chefia sabia porque conhece a lei. Foi mandado fazer. Só que não quis assinar agora. E eu gostaria de saber quem é o cidadão, o secretário, ou seja quem for. Porque se mandou fazer, tem que assumir as responsabilidades, assinar pra que o RH pague. Como fica a situação do funcionário que trabalhou?”, reclamou Batista.

Com uma opinião mais polêmica, o vereador e presidente da Casa Julinho Theodoro acredita que, embora o pagamento tenha que ser feito, os trabalhadores foram coniventes com a situação.

“Não existe servidor público que não conheça o estatuto dos seus direitos e deveres. Não estou defendendo nem atacando. Primeiro: servidor público é o que mais briga os seus direitos. Como ele aceita fazer um trabalho, se não vai assinar? Ele sabe que tem limite de hora extra. Não existe servidor público que não conhece seus direitos. Tem sindicato, tem tudo. Se não assinou, já passa a ser cumplice de uma situação. O servidor e a chefia que o nobre vereador relata”, ressaltou.

Por: Dayanne Wozhiak

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