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Governo estuda convocar 123 peritos para a Polícia Científica, diz Recalcatti

General Carbonell e Delegado Recalcatti discutem soluções para crise na Polícia Científica 

O deputado Delegado Recalcatti (PSD) confirmou nesta quinta-feira, 21, a disposição do governo do estado de convocar, nos próximos dias, 123 aprovados no concurso público de peritos criminais, realizado em 2017, para o preenchimento de vagas no Instituto Médico Legal e no Instituto de Criminalística, ambos órgãos da Polícia Científica do Paraná. A informação foi dada por Recalcatti logo após audiência mantida com o secretário de Segurança Pública e Administração Penitenciária, Luiz Felipe Carbonell, com a presença de diretores do Sindicato dos Peritos Oficiais e Auxiliares do Paraná (Sinpoapar).

“O anúncio oficial das contratações deve ocorrer assim que trâmites burocráticos forem formalizados”, afirmou Recalcatti, que há um mês fez um duro discurso sobre os prejuízos causados pela falta de pessoal na Polícia Científica aos inquéritos policiais, denúncias do Ministério Público e processos judiciais. “A situação é tão grave que delegados, promotores e juízes não conseguem concluir inquéritos ou decretar prisões por falta de perícias, o que provoca uma clara sensação de impunidade”, reafirmou. De acordo com Recalcatti, de um total de 1.478 vagas disponíveis, apenas 414 estão preenchidas.

A reunião desta quinta-feira ocorreu a pedido dos diretores do Sinpoapar. Eles haviam solicitado ao deputado que intermediasse uma negociação com a SESP para melhorias nas condições de trabalho na Polícia Científica. “Este encontro era necessário porque estamos no início de uma nova gestão e queremos deixar clara a urgente necessidade de investimentos e recuperação do quadro de funcionários da Polícia Científica”, afirmou Recalcatti. Os sindicalistas levaram uma série de reivindicações. O secretário de Segurança disse que vai analisar a pauta com os seus auxiliares e diretores da Polícia Científica.

PERDIMENTO DE ARMAS – Recalcatti solicitou ainda o apoio do General Carbonell para que a Justiça do Paraná permita que armas curtas apreendidas tenham o mesmo destino que as armas longas. No caso, sejam incorporadas ao patrimônio da instituição. “Existe uma padronização dos armamentos, mas também não faz sentido que essas armas apreendidas sejam simplesmente destruídas, não podendo ser aproveitadas para o combate ao próprio crime”, disse Recalcatti. O secretário de Segurança ficou de conversar sobre este tema com o presidente do Tribunal de Justiça, Desembargador Adalberto Xisto.

VEÍCULOS APREENDIDOS – Outro assunto tratado entre Recalcatti e o General Carbonell foi o acúmulo de veículos apreendidos estacionados em pátios, estacionamentos e até mesmo nas ruas das Delegacias de Polícia do Paraná. “Essa situação é muito grave e atinge praticamente todo o estado”, lembrou o parlamentar. O General Carbonell respondeu que já estão em andamento estudos para a destinação desses veículos apreendidos. “Um levantamento sobre a quantidade e o estado dos veículos deve embasar a realização de leilões”, antecipou o deputado. Estiveram presentes na reunião o presidente do Sinpoapar, Paulo Roberto Zempulski, e os diretores Alexandre Lara e Emilio Merino da Paz.

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