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O sonho da bailarina: Giovana Carvalho, de 9 anos, é a prova de que sonhos são possíveis

Estudar na Escola Bolshoi é um sonho para qualquer bailarina ou bailarino. Um sonho concorrido: mais de cem inscritos por vaga em cada seleção. Para a pequena Giovana Carvalho Bastos, 9 anos, esse é um sonho que começa a se realizar. Moradora de Mandirituba, ela praticamente nasceu com o talento e a vontade de ser bailarina. Sonho que era também da mãe, Prisciele Carvalho, quando ela era adolescente.

Apesar do tamanho, Giovana tem um talento maior que ela. Decora os passos com facilidade e até ensina à mãe a posição exata dos braços ao executar a primeira posição do ballet. “O ballet é tudo, é o meu sonho pra mim”, enaltece com a voz fina e delicada, de quem sente um pouco de timidez em frente às câmeras. Nos palcos, se sente confortável e faz movimentos leves, apesar de milimetricamente pensados, como deve ser.

A mãe, é só orgulho. Aliás, orgulho, dedicação e coragem, porque deixará tudo em Mandirituba para poder se mudar com os filhos para Joinville (SC), onde fica a escola Bolshoi. Já está tudo certo: casa alugada, crianças matriculadas e rotina familiar programada. O pai ficará entre as duas cidades por enquanto, já que trabalha na região.

“A realidade mesmo a gente vai sentir lá. Por enquanto meu marido vai só nos finais de semana fazer companhia pra gente. Então deixa o coração um pouquinho apertado, porque a gente vai deixar a família, vai deixar muita coisa pra ir em busca do sonho dela”. Apesar disso, Prisciele entende tudo de forma positiva, e como uma consequência do que plantou quando deixou o seu emprego para se dedicar aos filhos. Foi isso que proporcionou à Giovana estudar no Teatro Guaíra também, há seis meses.

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A nova rotina será pesada. A pequena, como as outras 19 meninas e 20 meninos, ganhou uma bolsa integral e até vale transporte para estudar. Mas isso exige dedicação. São quatro horas diárias de aula no contraturno escolar, de segunda a sexta. Giovana também deve manter as boas notas, não reprovar e seguir uma dieta. Mas garante que está preparada.

Ela foi a única da região a se inscrever nas audições, que tinha candidatos de todo o Brasil. O talento foi primordial para isso, mas também foi preciso um empurrãozinho das professoras Marissandra Gomes e Clarissa Moya que acreditaram em seu potencial e orientaram a mãe a inscrever a menina no concurso. Hoje, Prisciele e Giovana querem ser esse “empurrão” para outras crianças.

“Através disso talvez outras crianças terão a oportunidade que a Giovana teve, de ver esse talento escondido, às vezes em cidades pequenas. Talvez isso abra a mente das pessoas pra procurar se informar, porque muitas vezes a criança tem um talento e não corre atrás dele”, diz Prisciele.

As crianças que não têm condições financeiras de morar com os pais na cidade, enquanto estudam, podem viver com uma família social. A Escola Bolshoi de Joinville e tudo que envolve o projeto, é mantido pela prefeitura e diversos parceiros que apoiam a arte no município.

Por: Dayanne Wozhiak

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