Gilberto Dranka é multado pelo TRE-PR

 

A chapa derrotada por Loir Dreveck (in memorian) e Livino Tureck, de Piên, solicitou cassação de mandato do atual prefeito Livino por suposta campanha política realizada pelo ex-prefeito Gilberto Dranka durante Festa do produtor Rural de 2016. Em audiência realizada na última terça-feira (7), no Tribunal Regional Eleitoral, os desembargadores responsáveis pelo processo optaram apenas por multar, em R$ 15.950, Gilberto Dranka, o responsável pelo ocorrido.

A chapa derrotada por 119 votos, encabeçada por João Osmar Mendes, foi quem solicitou ao TRE-PR que Livino perdesse o mandato pela irregularidade. Em entrevista ao Jornal O Repórter, ele comentou que, por se tratar de uma Festa realizada com recursos públicos, o então prefeito Dranka não poderia fazer uso da palavra para enaltecer os candidatos que apoiava.

“Isso é pra moralizar, pra que as coisas no futuro não possam mais acontecer. Porque senão, daqui a pouco, tudo pode. E eu acho que não. O que é lei tem que ser cumprido”, comenta. Ele, porém, ficou contente com o resultado: “a justiça fez o seu trabalho. Meio tarde, mas fez. O que importa é que quem cometeu o crime vai pagar, já está pagando por outros crimes. Isso que importa”, destaca.

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O advogado de defesa Cássio Prudente, comentou que não há implicações para o atual prefeito, já que ele não tem envolvimento com o que aconteceu. “Cremos que foi uma situação muito pontual durante a campanha eleitoral, nada passível de cassação, sem gravidade alguma. O que eles entenderam é que o ex-prefeito poderia ter cometido algum tipo de irregularidade ao mencionar, desavisadamente, durante um discurso dele, o nome dos concorrentes e isso que foi pego para aplicação de multa”, diz.

 

Ele está agora recorrendo para que ao invés de R$ 16 mil, Dranka pague o mínimo, que equivale a R$ 5 mil. Segundo o advogado, trata-se de uma multa pessoal do ex-prefeito, que já responde, em regime fechado, por suposto envolvimento na morte do prefeito eleito Loir Dreveck e Genésio de Almeida.

Quanto ao processo respondido na última terça, o advogado diz que não havia possibilidade de cassação. “Sempre tivemos convicção de não havia irregularidade alguma para cassação do mandato. Tínhamos dúvidas em relação à aplicação de multa, que foi o que efetivamente ocorreu, mas estivemos bem tranquilos em relação a tudo isso. A possibilidade de cassação era praticamente inexistente, finaliza.

Por: Dayanne Wozhiak

Foto: O Regional