Decisão judicial dada na tarde desta quinta-feira (8) concedeu prisão domiciliar a Leonides Maahs e Gilberto Dranka.

O ex-presidente da Câmara Legislativa de Piên, Maahs, e o ex-prefeito, Dranka, serão liberados e levados às suas casas usando tornozeleiras eletrônicas.

Ambos são acusados pelo envolvimento no assassinato do prefeito eleito de Piên, Loir Dreveck, e Genésio de Almeida (assassinado por engano). Os crimes ocorreram no final de 2016 e chocaram a cidade.

A irmã de Loir, Rosilda Dreveck, que buscava justiça, falou ao Jornal O Repórter que está sem esperanças.

“Gostaria de falar que o crime compensa, que duas vidas perdidas não valem nada e que eles podem fugir de tudo, menos da própria consciência!”, comentou, muito emocionada.

“Muito triste o que presenciei hoje, pena que a justiça é feita por uns e desfeita por outros. Dor e revolta é o meu sentimento nesse momento. Perdi todas as esperanças que ainda me restavam! Que eles vivam felizes, porque para nós, hoje, a vida acabou de ficar para sempre cinza”, complementou.

De acordo com nota divulgada pela assessoria do escritório do advogado de defesa de Dranka, Cláudio Dalledone, “o ex-prefeito é inocente e vítima de uma investigação confusa e falha”. “Dranka não está, nem nunca esteve envolvido neste crime. No tempo certo, todos os fatos serão esclarecidos e a verdade virá à tona”, decretou, comentando ainda que há indícios sobre os verdadeiros mentores do crime.

O júri popular de Maahs e Dranka ainda não foi marcado e os advogados têm pedido também para anular o julgamento. Outros dois acusados de envolvimento nos mesmos crimes, continuam presos.

acompanhe aqui mais detalhes: