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Com a chegada de novos moradores, Fazenda Rio Grande é hoje uma nova cidade

Fazenda Rio Grande tem mudado muito de alguns anos pra cá. A chegada de novos moradores e a construção de casas onde, há alguns anos, nem se imaginava que seria possível, tem mudado a realidade do município. Moradores antigos, ao caminhar por novos loteamentos como o Greenfield, por exemplo, têm a sensação de não mais reconhecer a cidade. É tudo muito novo.

A estimativa do último censo do IBGE, realizado em 2010, era que em 2018 a cidade tivesse 98 mil habitantes. Porém, com a extensão do projeto “Minha Casa, Minha Vida”, a proximidade com a capital e a geografia propícia, estima-se, hoje, que Fazenda Rio Grande tenha aproximadamente 150 mil moradores.

Isso começou na década de 1990, com a gestão de Jaime Lerner na Prefeitura de Curitiba. Ele fazia propagandas da cidade como a capital ecológica, boa para se morar. “Muitas pessoas vinham, não tinham condições de comprar em Curitiba, até porque não tinha tanta oferta e a que tinha, o custo era maior. Já aqui em Fazenda Rio Grande, São José, as cidades a região, o custo era muito menor”, explica o empresário do ramo imobiliário Ricardo Miranda.

Ele acredita que, nos próximos anos, chegaremos a 200 mil habitantes, não só pelos novos loteamentos, mas os vazios urbanos no meio da cidade. Apesar da expansão de projetos federais, ele explica que tudo depende de autorização e planejamento da prefeitura. Nesse caso, as gestões até aqui apostaram nesse crescimento populacional. O que atraiu, ainda, novos investidores.

O secretario de Urbanismo de Fazenda Rio Grande, Gerry Santos, comenta que esse crescimento, porém, trouxe muita responsabilidade. “Foi uma explosão demográfica muito rápida. Então a grande dificuldade hoje é conseguir atender com toda a infraestrutura que esses novos moradores precisam”, afirma Santos.

Ele explica que a Prefeitura já estuda apresentar uma nova revisão do plano diretor, no qual abordará a questão da mobilidade. Segundo o secretário, quando os loteamentos começaram a ser construídos, anos atrás, não havia a preocupação de conectá-los entre si, e isso acabou causando engarrafamento no trânsito, principalmente nos horários de pico. A intenção agora é trabalhar nesse sentido e podem ser necessárias, inclusive, desapropriações de terrenos.

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O que falta?

O casal Gerbson Vieira Nascimento e Daniele Fonseca mora há um ano e meio no Greenfield. O loteamento é novo e tem aproximadamente 4,5 mil moradores. O casal morava de aluguel em Curitiba e, juntando os FGTS dos dois, conseguiu uma casa por aqui. Para eles, é tudo muito bem planejado e isso colaborou na decisão. Algumas coisas, porém, precisam ser melhoradas.

Para eles, falta posto de saúde, agências bancárias e lotéricas (que ficam distantes e sempre estão cheias), mais um supermercado e, principalmente, segurança. Eles contam que ouvem falar, semanalmente, sobre novos assaltos no Greenfield, o que os deixa preocupados.

O casal Gerson e Daniele mora no Green Field há um ano e meio

A dona Sueli de Fátima Alves, que também mora na região, há dois anos, diz que veio do Sítio Cercado, em Curitiba, para cá. Ela diz que gosta muito de onde mora, mas que ainda falta, além de segurança, escolas mais próximas e lazer para a população.

“A gente vinha visitar meu filho aqui e achou muito bonito. Aí veio minha filha morar pra cá e acabamos todos nós, família toda mora aqui. Todos no mesmo bairro. Gosto muito de morar aqui, tem algumas coisas que precisam ser feitas na Fazenda, mas não me vejo mais morando longe daqui”, conta.

Taíse mora no jardim Palmeira desde que o loteamento existe.

Criado há aproximadamente 10 anos, o Jardim Palmeira, é um loteamento mais antigo, com aproximadamente 6 mil moradores. Taíse Cristina Ferreira, que mora lá, elenca diversos pontos que ainda precisam ser melhorados. Como o loteamento é mais longe do centro, para ela, há muita dificuldade de acesso para os mais diversos serviços.

Agências bancárias e lotéricas são o que mais preocupa a moradora, que depende do transporte público para ir até o centro da cidade. Os ônibus, segundo ela, estão cada vez mais superlotados. “Melhorou bastante, quando eu vim não tinha quase nada. Nem comércio tinha. Mas acho que tem coisas pra melhorar ainda”, conta.

Ela fala ainda em lazer para as crianças. O parque, instalado há pouco tempo, deixa a desejar, segundo ela. Além da falta de escolas mais próximas e um olhar especial para a pavimentação das ruas, já esburacadas, e os animais abandonados.

Por: Dayanne Wozhiak

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