Elo Mulher da Rede Sustentabilidade reúne mulheres de todas as idades e estados em Fazenda Rio Grande

Mais de 30 mulheres se reuniram em Fazenda Rio Grande para debater o futuro político e a importância da participação feminina. O encontro, organizado pelo grupo Elo Mulher, do partido Rede Sustentabilidade, ocorreu no último domingo (10). A anfitriã foi a vereadora do município e coordenadora estadual do Elo, Isabel Baran.

Entre as mulheres que integraram o círculo, estiveram representantes dos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Ceará e Paraíba. Além de uma palestra sobre a valorização do feminino, também foram ouvidas algumas dessas representantes.

Entre elas, a coordenadora nacional do Elo Mulher e porta voz de São Paulo, Losanges Lozano. Entre outros assuntos, ela contou a sua história na política, que começou em 2014. Levada pelo marido em uma reunião da Rede, ela acabou se familiarizado com o assunto, e foi se envolvendo aos poucos. Hoje é mãe de um menino de dois anos, e nem isso a parou.

De lá para cá, ela diz que foram muitas mudanças. O crescimento que ela teve dentro da política, para ela, se deve muito ao partido e a lideranças femininas à frente dele. “A Rede tem espaço para a mulher conseguir conquistar o que quiser”, comentou, emocionada.

Quem também falou foi Cristiana, da Paraíba. Ela que foi vereadora, presidente da Câmara e prefeita por alguns meses, disse que acha importante a participação da mulher na política. Disse também que desde de que conheceu o Elo Mulher, tentou levar mais mulheres.

“Há dois tipos de pessoas, as que gostam e não gostam de política. A diferença é que quem não gosta será dominado por quem gosta”, ressaltou.

A anfitriã do encontro, Isabel Baran também falou. Após contar sua história de superação, ela falou que não se via como vereadora antes. “Eu dizia que tinha uma consciência cidadã, mas que não gostava da política, hoje sei que cidadania e política são a mesma coisa”.

Com relação à frente feminina, ela contou que, por ter tido uma criação machista, ela a passou para os filhos, e que demorou para compreender o quanto isso era prejudicial. Foi em uma conversa com a filha que começou a pensar sobre o assunto e entendeu a importância de dar voz às mulheres.

“Não somos contra os homens, jamais. Mas a favor de uma construção com mais respeito. Como que homens podem fazer leis, decidir o que é melhor para as mulheres?”, questionou.

Para levantar a autoestima, também falou um convidado. Entre outros pontos abordados, ele ressaltou a força feminina, que é maior que a dos homens pela biologia. Além disso, ele apresentou seu ponto de vista sobre a origem do preconceito contra a mulher.

Segundo ele, tudo vem da Bíblia, a partir do momento em que Eva influencia Adão a comer o fruto proibido. Mas ele garante que o erro está no fato de que Adão sabia que era proibido, Eva não. A sociedade, porém, colocou a culpa sobre a mulher.

“O preconceito contra as mulheres é um dos maiores que já existiu na história do preconceito”, disse. Mais tarde, ele ressaltou: “um país justo não é um país onde só o homem ou a mulher governam, mas onde ambos governam em harmonia”, disse.

Por: Dayanne Wozhiak