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Dona Rosa Batista Colaço, a quitandinhense “mãezinha” de todos

Rosa Batista Colaço, uma quitandinhense com quase cem anos de histórias para contar. A memória do passado é viva quando ela começa a falar do início de sua trajetória. Aos três meses de vida, sua família se mudou para o bairro Pangaré, onde até hoje, com 92 anos, vive dona Rosa.

“Eu nasci em Quitandinha. Meu pai comprou aqui no Pangaré, era só mato, tinha que entrar de facão cortando o mato. Eu tinha três meses e estou aqui com esses tantos anos e não saí daqui”.

Aos 15 anos, dona Rosa conheceu o seu marido, José Taborda Colaço. Do amor deles, vieram os filhos, que foram criados, em meio às dificuldades, com muita luta e determinação. “Eu tive 20 filhos, mas metade morreram, só se criaram 10. E esses foi lutando, meu marido trabalhava na roça, e a gente ia lutando. A gente passou essas coisas confiando em Deus, a gente nunca desanimou”, conta.

Dona Rosa Batista Colaço
Foto: O Repórter

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A falta de tecnologia na época não foi um problema para ela, que sempre deu um jeito para que os filhos não ficassem sem estudar. “Uma velinha acessa para fazer os estudos das crianças, de noite era com lampião e uma velinha acessa. Tudo que eu queria era que eles estudassem”.

Sua história não poderia ser contada sem falar de sua fé. O pai, Emília Batista, foi o fundador da igreja Assembleia de Deus da região e ela sempre fez parte da igreja. “Eu trabalhei 25 anos de dirigente do círculo de oração. Desde que eu nasci, fui apresentada, me criei na igreja, me batizei e estou até hoje”, explica. Sua fé é tão valiosa, que as pessoas vão até dona Rosa em busca de oração.

Seu pai é lembrado com muito carinho por ela, que acredita que ele deveria ser homenageado na região, já que foi o pioneiro do bairro Pangaré.

No próximo dia 04 de junho é aniversário dela. Esta data virou tradição na família que, composta por filhos, genros e noras, netos, bisnetos e até tataranetos, fazem uma grande festa em comemoração a este dia tão importante a todos. “A festa que fazem, é aquele movimento. É churrasco, doce, um traz sobremesa, cada um traz uma coisa. Eles fazem a festa”.

Sua história é exemplo para a família e todos que a conhecem. Porém, é ela quem é grata pela família que tem. “Eu não canso de dizer, eu agradeço a família que eu tenho. Ele [marido] faleceu faz 39 anos, era um homem forte e animado, era boa pessoa, a gente sente falta”, finaliza.

 

Dona Rosa Batista Colaço:

 

 

Por: Riana Carvalho
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