Deputado Missionário Ricardo Arruda considera inconstitucional a venda de bebidas em estádios

Da redação

A Assembleia Legislativa do Paraná aprovou em segundo turno, no início desta semana, a liberação da venda de cervejas em estádios de futebol do Paraná. O projeto segue para sanção do governador Beto Richa e a medida deve entrar em vigor ainda no campeonato brasileiro em andamento. Por 24 votos contra 20, aprovaram que a comercialização e o consumo da cerveja ou chopp voltem a ser permitidos desde a abertura dos portões dos estádios até o término das partidas. O projeto determina que apenas a cerveja e o chopp sejam vendidos com graduação máxima de até 11 graus, vedando a venda de bebidas destiladas ou fermentadas.

A proposição é de autoria do líder da situação na Casa, Luiz Cláudio Romanelli (PSB,) e mais dez parlamentares. Conforme a proposta, a comercialização nas arenas desportivas só poderá ser realizada em copos plásticos, descartáveis, admitindo-se o uso de copos promocionais de papel. Caberá ao responsável pela gestão do recinto definir os locais nos quais o consumo será permitido.

O deputado Missionário Arruda foi totalmente contrário e disse que relatórios da Polícia Militar mostram que desde que a proibição de bebidas entrou em vigor algum tempo atrás, os índices de violência caíram 70 por cento. “Não é uma boa medida e torcemos para que os torcedores sejam tolerantes e não criem brigas e confusões a cada final de partida. A matéria aprovada representa um “retrocesso”. “É inconstitucional. O Estatuto do Torcedor proíbe o porte de itens que possibilitem a prática de atos de violência. Nos Estados onde houve aprovação, o STF [Supremo Tribunal Federal] já está perto de cassar essa autorização. Precisamos ter responsabilidade, e não aprovar um projeto para apenas favorecer empresa de poder econômico. A sociedade paranaense, 90%, é contra”, disse Arruda ao jornal O Repórter.