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CPI vai investigar prefeito César Matucheski por supostos crimes efetuados na gestão

A Câmara Legislativa de Tijucas do Sul acaba de dar início a uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar atos do prefeito César Matucheski. A denúncia apresentada pelo vereador Clodomir Rocha elenca diversos pontos que, se não tiverem defesa plausível por parte do gestor, podem iniciar um processo de cassação.

Na última sessão legislativa, os vereadores escolheram, por sorteio, quem fará parte da CPI. Também já decidiram quem será presidente e relator entre os três sorteados. São eles: o vereador Antonio Claudio Martins, que será presidente; o vereador Carlos Andrade (Carlão), que será relator; e o vereador Joao Guilherme Camargo (Patiorna).

Segundo o documento de denúncia, o prefeito não respondeu ou respondeu fora do prazo a diversos requerimentos e pedidos de informação feitos pela Câmara. Além disso, veículos e servidores da prefeitura estariam sendo usados em terreno particular. O terceiro item levantado pelo vereador em sua denúncia, trata-se do fato de que o prefeito teria mentido sobre uma solicitação dos vereadores, referente ao fechamento de buraco e fossa aberta nos fundos de uma unidade de saúde. O prefeito alegou que a obra tinha sido feita e, logo depois, os vereadores constataram que isso não procedia.

“Os vereadores foram se revoltando com respostas de indicações que não chegavam, que é tudo por lei, tem prazo e não estava sendo atendido dentro do prazo. Era denúncia de trabalhos em propriedades particulares, muitas denúncias que foram acumulando. E na semana passada, teve uma denúncia e nós fomos averiguar. Aí foi a gota d’água”, explica o presidente da CPI e vereador Claudio.

Ainda segundo ele, o relatório leva em torno de dias para ser entregue à Câmara e então ser discutido em plenário. Os três vereadores da CPI devem ouvir o prefeito e todos os envolvidos nos próximos dias.

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Em sua defesa, o prefeito Cesar Matucheski falou, à nossa redação, que a utilização de máquinas públicas em terreno particular está sendo investigada. Inclusive, segundo ele, já foi aberto um processo administrativo para entender quem autorizou a obra e o motivo dela.

“Eu fiquei sabendo do conserto da ponte, que estava sendo feita, através do vídeo, na quinta-feira da semana passada. Fui surpreendido”, alega Matucheski. Sobre as constantes denúncias que vem recebendo por parte dos vereadores, ele acredita que há exagero. “A gente tem procurado fazer as coisas da forma mais honesta possível. Sem deslize, sem acordos. Às vezes a gente paga um pouco por isso”, afirma.

Dura decisão

Um dos pontos levantados na denúncia foi a utilização de veículos e servidores da prefeitura para obras em um terreno particular. Moradores inclusive gravaram o acontecimento e vereadores foram até o local para constatar o fato.

Segundo denúncias, os funcionários e o vice-prefeito Romilson Batista, que até então era também secretário de obras, estariam consumindo bebidas alcoólicas e fazendo churrasco no local, em horário de expediente. Para investigar melhor a situação, o prefeito César tomou a dura decisão de afastar Batista temporariamente de seus cargos.

“A gente preferiu fazer o afastamento por alguns motivos que a gente vinha conversando. São diversos motivos. Mas na sexta-feira a gente tomou a decisão, principalmente por causa da história da ponte. Pra que a gente possa fazer uma investigação imparcial, que consiga chegar ao fundo da história e saber tudo sobre o acontecido. A gente achou melhor que ele estivesse afastado pra gente tomar as providências e fazer tudo conforme precisa”, explica Matucheski.

por: Dayanne Wozhiak

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