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Candidato de Agudos do Sul é condenado em processo similar ao que inocentou a chapa à frente do executivo

Candidato a vereador em Agudos do Sul, nas últimas eleições, o agricultor José Amilton Bizzotto acaba de ser condenado e ficar inelegível por oito anos, por suposto abuso de poder econômico. O processo, inicialmente, era o mesmo que tornou inocente a chapa à frente do executivo da cidade.

O caso ocorreu no dia das eleições de 2016, em 2 de outubro. Policiais de São José dos Pinhais apreenderam vales-combustíveis de alguns candidatos no Posto Milcheski e iniciou-se aí, um processo por suposta compra de votos.

Em levantamento na Receita Federal, foi comprovado que, na época de campanha, Bizzotto teve um gasto maior com combustível. O mesmo ocorreu com o vice-prefeito Manir Camargo, que somente no dia que antecedia as eleições (dia 1º de outubro), teve 30 registros de abastecimento em seu nome, no mesmo Posto.

agudos do sul josé amilton bizzotto

A Justiça, porém, inocentou a chapa do executivo em segunda instância, no mês de maio. A alegação é de que não havia testemunhas que comprovassem a compra de voto. No caso de Bizzotto, também não há testemunhas e, segundo ele, o período de campanha coincidiu com o de safra de fumo, período em que ele costuma usar mais o carro, por trabalhar no ramo.

Além disso, Bizzotto conta que apenas um vale combustível foi encontrado em seu nome. Vale esse que teria sido utilizado por seu filho. “Eles dizem que pegaram um vale, mas não sabem de quem. Pegaram do meu filho!”, afirma.

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Revoltado, ele se diz inocente e não entende porque a prefeita e seu vice, que passaram pelo mesmo processo, não foram condenados como ele. Ele pretende recorrer da decisão, usando o resultado do processo de Luciane e Manir em sua defesa. “Ele inocentaram a prefeita e vice-prefeito, que é a mesma situação. E eu não. Não tem nada de provas contra mim, e eles me condenaram. Mas inocentaram a prefeita. Eu acho isso uma injustiça”, comenta.

O advogado de defesa de Bizzotto, Andrey Ribas Mendes, afirma que o processo contra Manir e Luciane inicialmente era o mesmo contra Bizzotto e outros dois candidatos. Mas como os primeiros foram eleitos e o candidato a vereador não, o processo foi desmembrado.

Por: Dayanne Wozhiak

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