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Bom demais

O Repórter acompanha como é a merenda escolar em Mandirituba

Todo mundo sabe que saco vazio não para em pé. Alimentação é uma questão de sobrevivência na vida de qualquer pessoa, mas fazê-la de maneira saudável é extremamente importante, especialmente para as crianças. Em Mandirituba o assunto é levado a sério. As escolas recebem cardápios com a programação de alimentação para o mês todo e fazem um controle contínuo dos alimentos que são consumidos. O jornal O Repórter foi acompanhar de perto como isso funciona, visitando a maior escola do município: a Bom Jesus.

A cozinha da escola surpreendeu pela qualidade na higiene do ambiente e pela ótima organização dos alimentos. Inclusive, nossa visita só foi liberada depois de que a equipe protegeu os cabelos com toucas para evitar queda de fios sobre os mantimentos. “O capricho da cozinha na escola Bom Jesus é um orgulho. Todo ano realizamos uma pesquisa de satisfação com os pais e o item mais elogiado é a merenda”, comenta a diretora da escola, Elaine Cristina de Oliveira Rocha, explicando que distribuição do lanche é feita em sete intervalos, três recreios de manhã e quatro à tarde, para que os 836 alunos se alimentem com tranquilidade.


Além disso, a Bom Jesus oferece café e pão ou, às vezes, bolacha e chá de manhã, quando as crianças chegam à escola. Os alunos do contra turno, que ficam o dia todo na escola, ainda recebem almoço. A única preocupação da criançada é estudar. “Olha, não vou dizer que o ensino público não enfrenta desafios. Se me perguntar sobre material de expediente, por exemplo, vou dizer que nem sempre a gente tem de sobra, mas ninguém tem o que falar da merenda. Essa parte é levada muito a sério, pode faltar qualquer coisa, menos a comidinha das nossas crianças”, afirma Elaine.

E a criançada adora a merenda que recebe. Segundo os próprios alunos, eles repetem duas, três, quatro… Várias vezes! Priscila Kielba, uma das merendeiras da escola, confirma que a maioria das crianças sempre repete, pois ela e suas colegas de trabalham seguem a risca a orientação da diretora e servem o lanche à vontade.

Mais que quantidade, qualidade

De acordo com Sheila do Rocio Carvalho, nutricionista da Prefeitura de Mandirituba, são servidas, em média, seis mil refeições por dia para os 3145 alunos matriculados no ensino municipal, incluindo escolas e Cmeis (Centros Municipais de Educação Infantil no Brasil). A principal preocupação é oferecer alimentos de qualidade, por isso toda semana a Prefeitura recebe frutas, legumes e hortaliças dos produtores locais, que são inspecionados, classificados e distribuídos entre as unidades de ensino.

Só em junho foram 159 kg de abobrinha, 842 unidades de alface, 566 kg Batata, 91 unidades Brócolis, 62 kg de cebola, 50 maços de cheiro-verde, 150 kg de feijão, 400 kg maçã, 490 dúzias de ovos, 50 unidades de salsinha, 950 kg de banana, 200 kg de cenoura, 109 kg de chuchu, 200 kg de laranja, 70 unidades de mamão, 120 unidades de repolho e 180 kg de tomate.

O cardápio é elaborado segundo as instruções do Programa Nacional de Alimentação Escolar, que estabelece que as crianças devem receber três porções salgadas durante a semana, com verduras, carnes e legumes, e duas porções doces, sendo que uma delas precisa conter frutas. A nutricionista ressalta que não é permitido frituras.
Ainda de acordo com Sheila, o Governo Federal passa para a Prefeitura apenas R$ 1,07 dia/aluno para os Cmeis, R$0,53 dia/aluno para as pré-escolas, R$0,36 dia/aluno para o ensino fundamental e R$ 0,53 dia/aluno no regime de contra turno, valores insuficientes para o trabalho que é realizado e que são complementados pela Prefeitura, pois alguém precisa cobrir a diferença no orçamento.

Cerca de 30 alunos possuem algum tipo de restrição alimentar e necessitam de um cardápio especial, mas a merenda deles é preparada com o mesmo carinho e cuidado dos demais. “Não diferencio muito o alimento para a criança não se sentir excluída. Se a merenda é bolacha, ela também vai comer bolacha, só que uma que tenha os componentes adequados a ela”, explica Sheila, acrescentando que as crianças até 12 meses que frequentam os Cmeis também recebem alimento especial, como Nan1 e Nan2, pois não se deve dar leite de vaca nessa idade.

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