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Arteris se mostra irredutível em relação ao bloqueio da estrada velha de Rio Negro

A população de Mandirituba está cada vez mais revoltada. Na última terça-feira (10), a sessão dos vereadores teve participação maciça da sociedade, além da presença dos vereadores Gilmar Petry e Serjão, de Fazenda Rio Grande, Policiais Rodoviários Federais e o diretor-superintendente da Autopista Planalto Sul, Antonio Cesar Ribas Sass.

A ideia da reunião foi justamente discutir possíveis soluções para o recente bloqueio da saída para a BR-116, no km-134. O diretor-superintendente compareceu na intenção de explicar as razões pelas quais a Auto Pista fechou o acesso e também o que pretende fazer em relação a isso.

Interrompido diversas vezes pela população, ele deixou claro que o acesso não será aberto. Explicou que o bloqueio se deve à lei de concessão, segundo a qual, nenhum acesso próximo a no máximo mil metros do Posto de Pedágio, deve existir. Disse também que a via é perigosa e que vários moradores tinham pedido pelo bloqueio.

Um morador questionou a alegação da Arteris, sobre a necessidade de se fechar saídas paralelas a menos de mil metros da Praça de Pedágio. “O pedágio está há 11 anos ali. Já que é por lei que vocês não podem ter uma saída, por que quando estavam fazendo o pedágio já não fecharam?”, disse.

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Os vereadores complementaram, dizendo que a estrada existe há mais tempo. O prefeito Luis Antonio Biscaia também disse que, se o local não está bom para a Arteris, quem deve sair é o pedágio. “A Arteris deixa muito a desejar em nosso município. Só quer cobrar e não quer fazer. E é uma vergonha dizer que não ganha dinheiro, que não arrecada. Se não arrecada, que saia do município”, destacou o prefeito, lembrando ainda que nesta quarta iria à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), em Brasília, buscar soluções.

Quem também falou durante a sessão foi uma professora que atuava em Fazenda Rio Grande e desistiu do cargo com a imposição do pedágio, que pesava no bolso. Outros moradores falaram ainda da dificuldade dos jovens em ir para o colégio, principalmente durante a noite, e do quanto esse bloqueio impede que produtores rurais vendam seus produtos em Fazenda Rio Grande, Curitiba e outras cidades. A falta de empresas na cidade, para gerar economia e emprego, também foi discutida, visto que o pedágio é um impedimento para o empresariado.

“Mandirituba hoje não cresce, não desenvolve, não vem empresa, não vem gente morar, porque o pedágio está na divisa e empaca todo e qualquer desenvolvimento da cidade. A via que eles fecharam agora existe há 100 anos. O pedágio está há 11”, disse o prefeito.

Solução

Uma das propostas de Sass foi que o município passe a usar o ISSQN para subsidiar o pedágio dos moradores que declararem que precisam do serviço. O prefeito disse que não daria certo, uma vez que causaria gastos altos ao município. Ele ainda se dispôs a irrigar a estrada duas vezes por dia, a fim de diminuir o pó e evitar doenças respiratórias aos moradores.

Ele propôs isso ao ouvir a história de dona Marilda Quirino, que mora há mais de 60 anos na rua. “Nem cachorro pode morar naquele lugar. Não temos qualidade vida, o nosso futuro é uma máquina de oxigênio nas costas. Meu cunhado morreu, meu marido está muito doente. Vejo meus netos que querem ser jogadores de futebol. De que jeito? Falta ar pra todos nós, temos que dormir com uma bacia de agua, não podemos pôr uma roupa no varal. Cadê a humanidade vocês? Cadê o respeito por nós?”, questionou.

Na última quarta-feira (11), o prefeito, o presidente da Câmara Guilherme Chuppel e o procurador da prefeitura foram à ANTT reivindicar soluções ao ministro Valter Cassimiro. Segundo Guilherme Chuppel, a reunião foi positiva e um retorno deve vir dentro de uma semana. Participou da reunião também o deputado Luiz Nishimori, que se colocou à disposição.

Por: Dayanne Wozhiak

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