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Ana Maria Mottin completa 30 anos de vida pública e conta a sua trajetória

A campinense-do-sul Ana Maria Mottin tem uma trajetória de 30 anos no meio público e as diversas experiências vividas fazem com que ela não consiga se enxergar trabalhando em outra área: “Não consigo visualizar essa outra Ana”.

A caminhada de Mottin iniciou cedo, aos 16 anos, quando seu pai em conversa com o prefeito do município chegou à conclusão que ela deveria ser professora. Em pouco tempo, ela estava dando aula, mesmo sem a formação, porém, em menos de dois anos, ela foi aprovada no vestibular de pedagogia e precisou sair de Campina Grande do Sul.

“Eu fui parar em Quatro Barras para morar com uma tia. Trabalhava durante o dia e estudava à noite, então assim começou minha trajetória. Fui professora durante uns 5/6 anos, virei diretora de escola, fui diretora de um CAIC e também trabalhei numa escola particular”. Foi então que em 2000 surgiu o convite para se tornar secretária de Educação da cidade, a qual ficou por um mandato do prefeito da época Roberto Adamoski.

Em 2005, Ana Maria retornou a sua cidade natal para trabalhar na administração da prefeitura. Foi nesse momento que o seu trabalho como consultora iniciou: “No segundo ano de gestão, eu conheci o Chico Londrina da Paraná Consultoria. Ele me convidou para trabalhar como consultora e a gente foi conhecer os municípios do Norte do Paraná”.

Comemorando 30 anos de carreira, Ana Mottin trabalha como secretária de Planejamento de Mandirituba
Foto: Arquivo pessoal

+ Carina Rezende, a primeira motorista de Fazenda Rio Grande

A partir das consultorias, a professora e administradora chegou até Fazenda Rio Grande, onde foi convidada para trabalhar como secretária de Planejamentos e Finanças na gestão do ex-prefeito Antonio Wandscheer, conhecido como Toninho. Após dois anos na prefeitura, iniciou sua caminhada em Câmaras de Vereadores.

“Fiquei quatro anos na Câmara de Vereadores de Fazenda Rio Grande, trabalhei com a presidente Ana Maria Miranda, conseguimos aprovar todas as contas dela. Após isso, voltei a trabalhar como consultora, mas em dois meses o Celso Batata me chamou para trabalhar na Câmara de Mandirituba, onde fiquei por dois anos”, explica.

Após oito anos trabalhando em câmaras, mais uma vez uma reviravolta marcou a vida da servidora pública, quando novamente ela voltou a trabalhar com Toninho Wandscheer, mas desta vez, ele no cargo de deputado federal: “Foi um desafio para mim. Foram momentos difíceis, mas foi uma experiência muito gratificante, aprendi muito”, garante.

E em 2017, Ana Maria Mottin retornou a Mandirituba como secretária de Planejamento do município.

Mandirituba

Ela assumiu a secretaria no dia 01 de janeiro de 2017 e desde então, vem trabalhando para organizar a parte contábil e administrativa da prefeitura: “O primeiro ano foi de muita organização contábil e administrativo. Implantamos fluxo de licitação, transparência dos atos contábeis, não tínhamos credibilidade com fornecedores, agora temos cronograma de pagamento, implantamos também uma sala de licitação transparente, para todo mundo entrar e ficar olhando, além disso, está no Youtube para qualquer um ver, entre outras diversas coisas que implantamos e vamos implantar”, conta.

Além disso, deixa claro que o atendimento é igualitário: “Estamos tentando dar isonomia, pois todos são iguais perante a lei. Então eu acredito que esse é meu grande legado, mostrar que a gente atende a todos sem olhar a quem”.

Outro desafio é colocar as certidões em dia: “Nós conseguimos recuperar todas as certidões, a minha dificuldade maior ainda é a certidão de pessoal. Reparcelamos tudo e estamos pagando em dia”.

Ana Maria Mottin em reunião
Ana Maria Mottin em reunião com os deputados federais Toninho Wandscheer e Ney Leprevost, e deputado estadual Alisson Wandscheer. | Foto: Assessoria PMB-PR

Direção

A longa trajetória, além dos ensinamentos, fez também o jeito que Ana Maria Mottin lida com os obstáculos: “Eu aprendi nessa área é que você não pode acreditar que o mundo é cor de rosa, porém não deixei meu olhar feminino, humanista e mais holístico de lado. Tento aplicar isso de uma maneira mais contida e reservada”.

Lidando com um universo muitas vezes machista, ela acredita que precisa provar a todo o momento que é igual ou melhor que qualquer homem, mas isso não é problema, já que em 30 anos de carreira, conseguiu lidar perfeitamente com todas as situações postas em prova.

Após uma história dentro de órgãos públicos, um sonho para finalizar a área começa aparecer: “Para esse restinho de carreira, o meu desejo é trabalhar como consultora em relação a diagnósticos sociais, públicos e de gestão”, finaliza.

 

Por: Riana Carvalho
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