CidadesDestaqueEspecialPiênPiênÚltimas NotíciasVideos

Conheça a história da Ana do Papelão, que faz do seu trabalho uma expressão de amor pelo meio ambiente e pelas pessoas

Nome: Ana Fagundes. Mais conhecida como Ana do papelão. Começou a trabalhar aos sete anos de idade pra ajudar na renda da família. Foi empregada doméstica por longos anos até que, há 11, decidiu entrar para a reciclagem. Em sua casa mesmo, separa os materiais que empresas mandam e também o que é colhido pelo filho e por outros três meninos que trabalham com ela.

É tudo em troca do sustento. O valor arrecadado com a venda dos materiais é integralmente dividido com os rapazes que a auxiliam por meio período. Por sua vez, eles levam mantimentos para casa.

Ana é aposentada e conhecida em toda a cidade de Piên, onde mora com o filho. A casa, toda colorida e pintada por ela mesma, é só mais uma forma de expressar a alegria que transmite ao mundo. Boa parte dos móveis e eletrodomésticos ela conseguiu na reciclagem mesmo. E mais que dar oportunidade aos rapazes e ajuda às suas famílias, ela ainda tenta compartilhar com todos o que recebe.

“No lixo eu acho muita coisa, até cadeira de rodas que dá pra consertar. O piá põe um parafuso aqui, ali. E eu mando vir buscar emprestado, tenho cadeira de rodas em tudo que é canto”, diz.

E ela também aceita doações de roupas e acessórios, que são trocados por mantimentos em seu brechó (que também fica na casa). Além de si mesma e do filho, ela arca com a alimentação dos meninos que trabalham com ela.

Uma das metas de dona Ana é expandir, para ajudar mais pessoas com emprego e também e outras formas. Por isso, ela está negociando uma Kombi usada. Diz que está trabalhando muito para conseguir juntar a quantia necessária. Com a Kombi, eles poderiam buscar materiais em regiões mais distantes.

Leia mais:

Alunos de Piên conquistam medalhas no Open Balneário Camboriú Taekwondo

Agricultores de Agudos do Sul e Piên perdem produções de tabaco devido à queda de energia

Moradores de Piên podem solicitar desconto e isenção no IPTU

“Eu sofri muito na minha vida, nunca tive a mão de ninguém quando era criança, minha família era pobrezinha na época. Então eu trabalhei desde muito cedo, desde 7 anos de idade que eu trabalhava em fazenda. Comecei a minha vida adulta, aí eu pensei ‘por que não ajudar ali o vizinho que precisa de 1kg de açúcar, ou um piázinho que precisa de uma bermuda?’. Se eu tenho, eu divido”, expõe.

Outro sonho grande dela é ajudar o filho, que tem dificuldades na audição, visão e locomoção. Ela diz que queria muito que um especialista o examinasse, mas não tem como pagar por isso.

“Até eu tô pagando o carnê do Silvio Santos que é pra ver se eu ganho R$ 1 milhão pra ajudar essa turma!”.

Por: Dayanne Wozhiak

Continuar lendo

Artigos Relacionados

Close